O PARAGUAI QUE DESCONHECEMOS…E NÃO RESPEITAMOS!

(Publicado pelo Correio do Estado, CGR-Aral Moreira NewsNoticias de Ponta-Correio do Cone Sul-Correio da Fronteira. No Paraguai pela revista Nueva Era-Guarani ñee group). Escrito por Edson Carlos Contar.

Você pode julgar que esta mensagem não diga respeito a sua vida, mas o problema que ela envolve é, SIM, de todos nós…

É um problema de consciência, de justiça e de fraternidade, que tantos pregam e, muitas vezes, não exercem.

Antes de mais nada, fique claro que, não sou paraguaio, nem descedente dos guaranis…Sou brasileiro, filho de pai libanês e mãe brasileira com raizes portuguêsas…

O Paraguai é meu vizinho comum e muitos dos seus naturais habitam meu Estado e principalmente minha cidade, fato que me permitiu conhecer, desde criança, a cultura e a altivez de uma raça que  festeja o bi-centenário de uma independência que nunca conseguiu gozar totalmente.

Estudioso e imparcial em minhas pesquisas, fui , com o passar do tempo, desvendando mitos e estórias que livros tendenciosos da história que conhecemos nos bancos escolares nos foram impostos como única verdade, originando preconceitos e julgamentos parciais,  quando sabemos que, desde sempre, cada lado da humanidade busca pretextos  para mostrar sua razão e defender seus interesses. 

Portanto, perda de tempo seria discutirmos razões de guerras, negócios e negociatas, entre nossos paises, assim como com outros que mantivemos rusgas no passado.

Antes, seria bom que lembrássemos que o vizinho Paraguai foi, nos tempos do seu presidente Francia (1840), o único pais da américa latina a conseguir nivel zero de analfabetismo, incluindo camponeses,  mestiços e índios, num revolucionário programa  que antecipou a industrialização e a condição de pais mais importante da região. O Paraguai não foi sempre assim como  nos dias de hoje…Sua história é recheada de glórias e realizações e sua derrocada econômica e social  começou com a espoliação de seu patrimônio desde a anexação de suas províncias de Missiones pela Argentina e, após a inditosa “grande guerra” ou “da tríplice aliança”, com a perda de territórios como a Província de Formosa para a Argentina e parte de sua região nordeste para o Brasil.

Das consequências da tal guerra, a constante instabilidade política veio carregada de ditaduras e negociatas que maus patriotas passaram a urdir com seus vizinhos, entregando o povo paraguaio à sua própria sorte.

A partir de então, a arrogância dos mais poderosos e a ignorância ou fanatismo dos mais radicais, levaram a nação guarani a condição de “bode expiatório” de tudo o que acontece de ruim e ilegal no continente.

A midia brasileira, que é nosso caso,  teima em usar o país vizinho como centro de falsificações de produtos, fornecedor de drogas e armas para os traficantes brasileiros, responsáveis por roubo de veiculos no Brasil e fonte de piadinhas hipócritas nos programas humoristicos ou mesmo, nos noticiários que envolvam os guaranis, pelos poderosos órgãos da imprensa brasileira.

E assim, os jovens de hoje vão adquirindo os vícios e os preconceitos dos “colonizadores” e rançosos fazedores de estórias que habitam muitas das nossas redações e editoras irresponsáveis.

Vamos então, despir-nos de tudo o que vemos, lemos e ouvimos até aqui e, num exame honesto de consciência e justiça, fazermos um julgamento imparcial e definitivo do que existe de verdadeiro…

Pergunte a sua consciência:

a) quem é que rouba carros no Brasil e leva para o Paraguai para trocar por armas e drogas???

b) quem, incentiva, promove e financia a produção de drogas naquele país???

c) quem, atravessa diáriamente as fronteiras para contrabandear artigos “falsificados”???

d) quem, falsifica tais produtos?

e) quem, mesmo por ignorância, plagia ou, simplesmente se apossa, de composições musicais, taxando-as de “nacionais”???

d) quem, finalmente, é o FALSO, nessa história????

Que desagradável, não é????…

Sejamos honestos e, humildemente, responderemos à revelia de tudo o que engolimos diáriamente nos noticiários….

a) Sabemos que paraguaios não vem aqui roubar carros- isto é mais do que comprovado e seria absurdo alguém contestar…

b) Sabemos também que as grandes máfias da droga e do contrabando de armas estão aqui mesmo e são conhecidos da tal “midia distraida” que não ousa chegar aos altos escalões do crime, preferindo deixar para o lado de lá o podre da história.

c) Só cego não vê a romaria de brasileiros, denominados “sacoleiros” que usam e abusam do contrabando, tendo nos camelôs os grandes distribuidores de produtos falsificados, ou não, que o Paraguai comercializa, dentro de uma política tributária que permite a entrada legal em seu território de mercadorias do exterior.

d) Aqui, um grande engano dos senhores da “informação” : Quase tudo o que se vende no Paraguai é de origem asiática e todo mundo sabe…Isso, sem falar nos produtos que vão pra lá, produzidos em nossa zona franca, livre de impostos mas, carregados de tributos quando vendidos em solo pátrio.

e) Embora pareça de menor importância, o que antes era honestamente feito em versões por músicos brasileiros, são hoje tratados como composições brasileiras pelas rádios e Tvs, chegando-se ao absurdo de vermos a poderosa rede Globo apresentar em um dos mais importantes programas (Fantástico) por desinformação dos seus redatores (?), a música “Lejania”- que Hermínio Gimenez os perdõe- como autoria de brasileiros. Pior foi ter que pedir desculpas sob pressão de telespectdores brasileiros e paraguaios que cairam de pau nas afirmações da emissora…

E não foi só uma, não!…Várias músicas são traduzidas, mui porcamente por aqui e, taxadas de autoria brasileira enquanto os paraguaios cultuam e generosamente declinam autores das composições de brasileiros que fazem músicas paraguaias, como Mário Palmério (Saudades) Heitor Cardoso(volverás) e outros.

A última pergunta fica a critério da consciência de cada um.

Agora, que tal revermos nossas atitudes e oferecermos um pouco mais  de respeito e carinho aos irmãos paraguaios?

Que tal, conhecermos melhor a sua cultura e descobrirmos que são os únicos que mantém vivas as suas raizes, adotando a lingua guarani mesmo tendo o espanhol como sua língua oficial? …E o guarani se fez oficial por sua própria força e hoje é obrigatório nas escolas e redações.

Que tal, conhecermos mais profundamente a alma desse povo que fragilizado econômica e socialmente, mantém a sua dignidade, refletida em seus filhos que somam aos milhares aqui no Brasil, participando do nosso desenvolvimento e destacando-se em todos as áreas profissionais, marcando em nossa população outros milhares de descendentes, todos cientes e orgulhosos de suas raizes, respeitando nossas leis, mesmo sentindo na pele o mau juizo que fazemos de sua gente?

Abracemos estes “hermanos” com carinho e estaremos coloborando para que alcancem a sua verdadeira independência e a justiça que buscam pelo trabalho e pelos princípios que regem sua fé!

Esclareço que esta matéria não tem o propósito de provocar discussões ou debates… Reflete, apenas, a opinião de um brasileiro, fronteiriço e amante da justiça e da fraternidade entre os povos.

Não se restrijam às cidades fronteiriças…Visitem o coração do Paraguai e conheça de perto a sua gente, sua cultura e altivez de sua alma…

Repito o que escrevi ao Presidente Lula em 2009, quando sugeri a devolução do canhão “El Cristiano” aos paraguaios: “O que mais maltrata os vencidos não é a derrota em si… Dói muito mais a arrogância e a prepotência dos vencedores”.

Obrigado aos bons brasileiros!

Edson Carlos Contar – Campo Grande (MS) Brasil

Anúncios

Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
Esse post foi publicado em Cartas, Prensa / Imprensa e marcado , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para O PARAGUAI QUE DESCONHECEMOS…E NÃO RESPEITAMOS!

  1. Fábian Areco disse:

    Diante do texto, faço as seguintes considerações:

    1) não existe pessoa capaz de ser imparcial em qualquer tipo de pesquisa, porque apenas a delimitação do campo de pesquisa em si mesmo já denota parcialidade. Assim, o trecho “Estudioso e imparcial em minhas pesquisas (…)” peca por falta de cientificidade.

    2) há a contradição no texto. Porque afirma “Portanto, perda de tempo seria discutirmos razões de guerras, negócios e negociatas, entre nossos paises, assim como com outros que mantivemos rusgas no passado.” para logo em seguida comentar a história do Paraguai, do período do Presidente França, da Guerra da Tríplica Aliança. O que não deixa de ser uma forma de se referir a “razões históricas”;

    3) convida-se o leitor a “(…) despir-nos de tudo o que vemos, lemos e ouvimos até aqui e, num exame honesto de consciência e justiça, fazermos um julgamento imparcial e definitivo do que existe de verdadeiro…”. É impossível deixar de ser o que se é para compreender algo. É o estímulo à alienação completa do ser diante da vida. Além disso, é muita ousadia intelectual afirmar que é possível fazer um “julgamento imparcial e definitivo”. Então ninguém mais tem direito de apresentar ponto de vista sobre o assunto? Porque ele está “fechado, pronto, acabado”;

    4) colocam-se perguntas que, indiretamente, jogam a culpa no povo brasileiro pelo racismo contra o povo paraguaio. Perguntas, por sinal, facilmente contestadas.

    4.1 “a) quem é que rouba carros no Brasil e leva para o Paraguai para trocar por armas e drogas???”
    Resposta: brasileiros e paraguaios, existem pessoas presas por esse crime com ambas as nacionalidades. As quadrilhas são hoje em dia internacionais. Isentar por completo a responsabilidade de paraguaios criminosos é um erro e uma injustiça. Existem pessoas boas e más, que respeitam e que não respeitam as leis, nos dois países.

    4.2 “b) quem, incentiva, promove e financia a produção de drogas naquele país???”
    Resposta: indivíduos ricos, brasileiros, paraguaios, sírios, libaneses… Novamente: o crime é internacional. O relatório da CPI do narcotráfico da Câmara dos Deputados no Brasil apontou expressamente até o nome de políticos paraguaios como Lino Oviedo, ligado ao narcotráfico.

    4.3 “c) quem, atravessa diáriamente as fronteiras para contrabandear artigos “falsificados”???”
    Resposta: os brasileiros atravessem geralmente. Não com a intenção de contrabandearem, mas de arranjarem o sustento das próprias famílias. São pessoas que com muito sacrifício, luta e trabalho, atravessem diariamente a Ponte da Amizade, vão a Pedro Juan Caballero, e outros locais fronteiriços. Jogar a culpa no povo é algo fácil, mas lamentável. Porque se a classe política do Brasil oferecesse condições dignas de emprego e maiores salários no país, o povo não precisaria muitas vezes se humilhar para buscar coisas no país vizinho e vendê-las no Brasil. Além disso, há a exploração dos trabalhadores paraguaios, que ganham míseros salários para trabalharem no comércio. O fato é que tem muitos políticos paraguaios, até Senador da República no Paraguai, donos de fábricas de cigarro. Além disso, existem contrabandistas brasileiros e de outros países ricos, e que a quantidade de produtos que atravessam é bem maior e causa bem mais prejuízo do que os coitados dos camelôs. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, quando um fazendeiro passa com o carro dele pela barreira policial geralmente não é parado. Mas se um pobre passa com um carro popular, ou os coitados que compram coisas no Paraguai para venderem no Brasil passam, de carros populares ou nos ônibus, são revistados e várias vezes humilhados.

    4.4 “d) quem, falsifica tais produtos?”
    Resposta: A China, o próprio Paraguai (existem fábricas para falsificação de cigarros, de cd’s, dvd’s). Mas o fato é que o produto chamado de falsificado é bom. Porque se ele fosse uma porcaria ninguém compraria ele. Meus parabéns, China! Meus parabéns, Paraguai! Porque hoje em dia o povo tem acesso, por exemplo, até mesmo à cultura por causa disso. Muita gente que jamais poderia assistir dvd ou um computador em casa, tem graças aos produtos mais baratos e que são vendidos no comércio paraguaio. A minha filha mesmo: comprei uma boneca e ela amou!
    4.5 “e) quem, mesmo por ignorância, plagia ou, simplesmente se apossa, de composições musicais, taxando-as de “nacionais”???”
    Resposta: pessoas mal informadas ou má intencionadas. É algo lamentável, condenável, e que nem todo brasileiro faz. Porque não é todo brasileiro que se interessa por música.
    4.6 d) quem, finalmente, é o FALSO, nessa história????
    Resposta: a noção de ‘quem é falto’, ‘quem é verdadeiro’, tem sido historicamente aquela que justifica até mesmo a discriminação. Portando, é uma discussão, uma questão intelectual pobre e que nem merece ser respondida. Falso sim é acreditar que distinguindo o falso do verdadeiro o preconceito e a discriminação vão desaparecerem.
    4.7 Que desagradável, não é????…
    Resposta: depende do ponto de vista. Aqui o texto talvez devesse mais respeito ao leitor, porque tem muita gente digna, honesta e trabalhadora que pega um jornal para ler ou acessa este sítio da Internet.

    5) Adiante, há as respostas no texto para as questões feitas. Mas elas parecem tendenciosas e sem grande fundamento na realidade. Veremos:

    5.1 “a) Sabemos que paraguaios não vem aqui roubar carros- isto é mais do que comprovado e seria absurdo alguém contestar…”
    Resposta: onde está comprovado? Mostre a comprovação! Pegam-se os processos sobre roubo de carros na fronteira, olhe os nomes e as nacionalidades de quem responde por eles, e verá que o crime é realizado por pessoas de diversas nacionalidades.

    5.2 “b) Sabemos também que as grandes máfias da droga e do contrabando de armas estão aqui mesmo e são conhecidos da tal “midia distraida” que não ousa chegar aos altos escalões do crime, preferindo deixar para o lado de lá o podre da história.”
    Resposta: existem realmente grandes máfias de droga no Brasil. Mas elas existem também no Paraguai. O “lado podre da história” não é apenas escondido pela mídia brasileira, mas pela paraguaia também. Ou mídia ruim é exclusividade agora apenas do Brasil?

    5.3 “c) Só cego não vê a romaria de brasileiros, denominados “sacoleiros” que usam e abusam do contrabando, tendo nos camelôs os grandes distribuidores de produtos falsificados, ou não, que o Paraguai comercializa, dentro de uma política tributária que permite a entrada legal em seu território de mercadorias do exterior.”
    Resposta: novamente a culpa é jogada em cima das camadas populares, do povo trabalhador. Trata-se de uma forma de preconceito, de discriminação. Enfim, uma discussão infrutífera.

    5.4 “d) Aqui, um grande engano dos senhores da “informação” : Quase tudo o que se vende no Paraguai é de origem asiática e todo mundo sabe…Isso, sem falar nos produtos que vão pra lá, produzidos em nossa zona franca, livre de impostos mas, carregados de tributos quando vendidos em solo pátrio.”
    Resposta: jogar a culpa simplesmente nos asiáticos não irá resolver nada. Na China, por exemplo, quem decide a política internacional é uma elite restrita de pessoas e não o povo chinês como um todo. O mesmo acontece no Japão e outros países. Por acaso no Brasil é o povo que tem o poder de decisão lá em Brasília ou uma pequena elite?

    5.5 “e) Embora pareça de menor importância, o que antes era honestamente feito em versões por músicos brasileiros, são hoje tratados como composições brasileiras pelas rádios e Tvs, chegando-se ao absurdo de vermos a poderosa rede Globo apresentar em um dos mais importantes programas (Fantástico) por desinformação dos seus redatores (?), a música “Lejania”- que Hermínio Gimenez os perdõe- como autoria de brasileiros. Pior foi ter que pedir desculpas sob pressão de telespectdores brasileiros e paraguaios que cairam de pau nas afirmações da emissora…”
    Resposta: todo tipo de violação aos direitos autorais é algo repudiável. Ponto para o autor do texto!

    Em seguinda, aparece um trecho com a expressão “mui porcamente” , que parece até mesmo desrespeitosa ao público de um jornal. Além disso, existem versões de músicas paraguaias bem realizadas no Brasil. “Índia”, por exemplo, é uma música paraguaia com excelentes versões e traduções no Brasil.

    É lamentável ler no texto que os paraguaios “são os únicos que mantém vivas as suas raízes”. Por acaso posso desconsiderar toda a cultura produzida no Brasil. A cultura gaúcha? A cultura nordestina? Mineira… Elas não têm valor algum?

    Para o expanto do leitor há a afirmação no texto: “Esclareço que esta matéria não tem o propósito de provocar discussões ou debates…”

    Pergunta-se: por acaso vivemos em uma ditadura? Onde um ponto de vista não pode ser discutido? Não possa provocar discussões? Debates?

    No final do texto há uma citação: “O que mais maltrata os vencidos não é a derrota em si… Dói muito mais a arrogância e a prepotência dos vencedores”.

    Pergunta-se: esta resposta quem deve dá-la é um brasileiro ou o povo paraguaio? Como pode um brasileiro julgar sabedor do que “pode mais maltratar” os paraguaios? Quem deve julgar isso, o legítimo, é o povo paraguaio. Ele tem o direito de ser o “autor de sua própria história”. Agora, quanto à devolução do objeto histórico, a atitude mais inteligente, penso eu, posso estar errado, é ambos os países fazerem uma lista do que existe de objetos históricos de um país no outro (da época da guerra) e fazerem um tratado internacional de troca destes objetos, e um devolver ao outro os objetos, e até mesmo documentos históricos (que são aparentemente muito mais importantes ao Paraguai, por exemplo, do que objetos históricos).
    Observação final: espera-se que esta análise que fiz seja publicada no sítio aqui da Internet e estimule sim a crítica e a reflexão no público leitor (bem como o texto que fora objeto de análise). Pareceu-me um tanto “raivoso” e cheio de “imprecisões” e “contradições” o texto que ora analisado. E isso requer mais debates, mais opiniões, enfim, mais críticas sobre o assunto. Para evitar equívocos…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s