Conheça o paraguaio que o Brasil indicou para Prêmio Nobel

Em função da sua luta em prol da liberdade de expressão, dos direitos humanos e da cidadania para as minorias, e em vista do atentado sofrido, no 2007, foi indicado pela Federação das Academias de Letras e Artes do Mato Grosso do Sul para o Prêmio Nobel de Literatura.

Veja: http://www.brigidoibanhes.blogspot.com.br/p/sobre-o-autor.html

Brígido Ibanhes, paraguaio, da Academia Douradense de Letras (ADL)

Brígido Ibanhes, paraguaio, da Academia Douradense de Letras (ADL)

Com os pés no chão, superando dificuldades, escreva nas nuvens para que todos vejam as suas mensagens, diz o escritor Brígido Ibanhes.

Por Tácito Loureiro para o Jornal Dourados Agora.

Nesta entrevista, Brígido Ibanhes conta um pouco sobre os livros que escreveu. Ainda fala das polêmicas que envolveram a (sua) trajetória dele enquanto escritor. Sofreu, por exemplo, diversas ameaças. Mesmo assim, não se intimidou. Diante das dificuldades, persistiu na tarefa de transmitir conhecimentos e informações à sociedade por meio da escrita. Segundo ele, ‘não dá para se viver como escritor. Por isso é que o chamam de “imortal”.

Nascido no país vizinho, o Paraguai, o escritor desde criança “atravessou ao outro lado do rio” e tem contribuído assim sensivelmente para elevar o Mato Grosso do Sul nas letras.

A escritora Ana Maria Machado diz: “Acho que um livro começa muito antes da hora em que a gente senta para escrever. É um jeito de prestar atenção no mundo, em todas as coisas, nas pessoas, e ficar pensando sobre tudo…”. A frase aplica-se perfeitamente à obra “Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros”, de Brígido Ibanhes. Quem não leu o livro, desconhece talvez as mais belas páginas da literatura sul-mato-grossense.

Acontecimentos lembrados não têm limites e o escritor mistura “saberes fronteiriços” que nos levam a um passado e presente mágicos…

Veja a entrevista.

Quando e onde nasceu?

Nasci em 8 de outubro de 1947. Na cidade chamada Bella Vista Norte, no Paraguai. Na Rua Jatayty-Corá, próxima da igreja Nuestra Señora Auxiliadora. Naquela época, a cidade era um simples povoado: casas de taipa com cobertura de sapé, escondidas no meio de arvoredos e boa parte cercada ainda pela mata virgem cortada por trilheiros, ou picadas, como eram também conhecidas as estradinhas estreitas por onde passavam as pessoas e as carretas.

Brígido (aos 5 anos) em frente da casa do tio Mateo, na Rua Jatayty-Corá, Bella Vista-PY

Brígido (aos 5 anos) em frente da casa do tio Mateo, na Rua Jatayty-Corá, Bella Vista-PY

Em julho daquele ano, o ilustre escritor mineiro,“troca letras” e letrado, Guimarães Rosa, esteve em visita àquela cidade, para se inteirar a respeito da revolução no Paraguai. Conforme escritos (em: “Ficção Completa”, página 936 –crônica publicada no “Correio da Manhã”, em 17 de agosto de 1947) ele perambulou pela quadra da casa dos meus pais.

Minha mãe contava que, num entardecer, entrou no bolicho, que ficava ao rés da rua, um senhor muito bem vestido (com camisa de Paris, dizia ela) e que, vendo a mulher, com aquele barrigão e com dificuldades com a máquina de costura, pediu licença para dar uma olhada e logo consertou o defeito; ela nunca mais se esqueceu do cavalheiro elegante.

Nasci dois meses depois, durante a Revolução de 47. Era um momento em que dois grupos rivais se tiroteavam no meio da rua, por conta de umas reses que se encontravam na rua. O gado era mercadoria preciosa, pois representava o suprimento das tropas.

Minha mãe estava entrando em trabalho de parto. A parteira e as demais pessoas escutaram os tiros ali perto e as pessoas fugiram para os fundos do quintal e se esconderam no meio do bananal. Quando retornaram, eu havia nascido, mas ainda não chorara. A parteira cortou o cordão umbilical, e me suspendeu pelas pernas. Nesse momento, minha irmã Josefina, que até então fora a caçula, me acertou com uma goiaba verde que tinha na mão. Abri o berreiro, todos ficaram contentes. Menos a minha irmã: ela via o sorriso de encostar-se às orelhas que meu pai dava. Pois ele queria muito um filho. Até então tiveram duas meninas. Portanto, cheguei ao mundo em um momento delicado, e já sofrendo atentado. As situações de confrontos e perigos me acompanhariam para o resto da vida.

Recordações da infância mais marcantes…

A lembrança mais antiga que tenho da minha tenra infância foi a de estar em uma rede, na sombra de árvores, enquanto ouvia o barulho das águas do Rio Apa. Olhei e vi os reflexos dos raios do sol na água limpa e transparente. Conforme a minha mãe, a saudosa dona Affonsa, eu tinha nove meses e ela teria ido lavar roupas no rio, como era costume na época. Não sei o porquê: acredito que, quando me despedir deste mundo, o mesmo brilho do sol na água será a última lembrança também.

Agora, a lembrança mais importante: aos cinco anos, meus pais me chamaram e me deram a notícia de que, no dia seguinte, ia estudar no Colégio San José. Fiquei tão contente que pulei na cama com dois lápis na mão direita; um dos lápis era daqueles que escrevem de roxo quando umedecido; a ponta dele penetrou na palma da minha mão onde se encontra até o dia de hoje. Prenúncio, talvez, da minha vocação para a escrita…

Outra lembrança indelével da minha infância: a morte do boiadeiro Luiz; estória que relato nos títulos iniciais do livro “Chão do Apa”.

Autores preferidos?

Aprecio Danielle Steel, Richard Bach, José Saramago, Michael Lillis, Erich Von Däniken, entre outros. Foi no seminário que me afeiçoei à música clássica e devorei os best-sellers da literatura mundial. Sob os acordes do Danúbio Azul, sinfonias de Beethoven e Bach, comecei por A. J. Cronin; naveguei com Camões pelos “Lusíadas” duas vezes e fui bater nos poemas de Rudyard Kipling, ensinando a ser homem. Isso sem falar na profundidade teológica e filosófica dos “Os Sermões” do Padre Antônio Vieira, de sonhar com os personagens românticos de José de Alencar e me deliciar com “Espumas Flutuantes”, de Castro Alves, “Dom Casmurro”, de Machado de Assis e “Urupês”, de Monteiro Lobato.

Quando se deu conta de escrever como um escritor?

Em 1960 ganhei um concurso de poesia no Seminário do SS Redentor, em Ponta Grossa (PR), com o poema “Noite Cigana”: o prêmio foi uma caneta Parker 51, a chique da época. Naquela época escrevi também uma peça de teatro, que o professor de artes classificou como bom para um principiante. Esses trabalhos literários já sinalizavam meu pendor para as letras.

Anos mais tarde, após cruzar o Brasil de ponta a ponta, isto é, de conhecer variadas culturas, que, ao preparar o livro sobre a vida e façanhas do bandoleiro Silvino Jacques, tive a certeza de que a literatura era meu anseio artístico.

Algo interessante: na juventude, quando retornei a Bela Vista (depois de sair do Seminário), preparei alguns artigos sobre temas diversos. O “Jornal da Praça”, muito antigo em Ponta Porã (MS) os publicou sob o pseudônimo de Thor Heyerdahl, homenagem ao ilustre pesquisador e escritor que dedicou a vida à pesquisa científica na Ilha da Páscoa.

Quais livros escreveu e publicou?

“Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros”(1986). A história do gaúcho, churrasqueador e mulherengo, afilhado de Getúlio Vargas. No antigo Mato Grosso, foi Capitão revolucionário, depois bandoleiro. Bom de pontaria e exímio cavaleiro, teve a missão de perseguir os paraguaios. Envolvido na morte de Manoelito Coelho, acabou liquidado (após anos ferrenha perseguição, pelo Delegado de captura, Orcírio dos Santos).

“Che Ru – O Pequeno Brasiguaio” (1989). Contos da infância na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, em homenagem ao meu pai (“che ru”, em guarani). Na época, tinha a pretensão de ser a primeira obra literária com o objetivo de comungar dos objetivos do Mercosul. Ao final do texto, há uma breve gramática do guarani: um vocabulário das palavras do cotidiano, para que o brasileiro interessado tomar um mínimo de conhecimento dessa língua tão onomatopaica e bonita.

“A Morada do Arco-Íris – O Maior Tesouro das Américas” (1993). Baseado na escrita de um antigo pergaminho jesuítico, descobrimos na região de Volta Grande, município de Caxambu do Sul (SC), uma cidadela toda construída em pedras lavradas. Depois de anos de pesquisas, em que passamos todo tipo de tribulação e presenciamos fenômenos muito estranhos, restou uma descoberta inédita, que tem despertado o interesse de muitos pesquisadores e de Universidades. A história começa em Mato Grosso do Sul (MS) e depois segue ao Oeste catarinense.

“Kyvy Mirim – A Lenda do Pé de Tarumã e do Pombero” (1997). Sempre quis produzir uma obra que valorizasse a Mitologia Guarani. Esta obra revela todo o universo mítico dessa etnia que, além de representar a maior comunidade étnica indígena do Brasil, tem como referência uma língua (o guarani) que foi falada no Brasil (Língua Geral) durante séculos, até que o Marques de Pombal a proibiu. A lenda do pé de tarumã traz uma forte mensagem ecológica de preservação não só das matas, mas do povo da floresta. Kyvy Mirim (“O Caçula”, em guarani, e que deu origem à palavra curumim) foi lançado na I Feira Interamericana do Livro, em Curitiba (PR), depois em São Paulo (SP), na Livraria Horus. O livro infelizmente se esgotou antes que eu pudesse fazer o lançamento dele em nosso Estado.

“Ética na Política – Entre o Sonho e A Realidade” (2001). As experiências vividas na coordenação do Movimento de Moralização e Ética no Trato da Coisa Pública (METRA) inspiraram esta obra. Foi lançada em praça pública, onde o povo está. A mensagem de conscientização política traduz que, quem realmente deve ter o poder neste País, é o povo. Em 1991 (quando foi fundado o Movimento) ninguém falava em combater a corrupção política. Pois, como resquício da ditadura, as pessoas ainda tinham medo desse assunto. Hoje virou febre e objetivo de marketing até das emissoras de tevê. Até onde sei, o METRA foi a primeira entidade legalizada, no Brasil, e quiçás no mundo, com tal finalidade. A fundação dela me custou a carreira no Banco do Brasil.

“Martí, sem a luz do teu olhar” (2007). Meu primeiro trabalho como romancista. Quando em maio de 2006 sofri o atentado (que me deixou de cama por quatro meses), resolvi preparar esta obra que há muito vinha ensejando sua trama. Dois meses após o lançamento no Shopping Avenida, a apresentadora global, Ana Maria Braga, solicitou uma resenha do livro e a colocou no endereço virtual dela. Na obra, abordo as questões sociais, tantos das periferias como da burguesia. Dou enfoque especial ao transtorno mental que acomete tantas mulheres após o parto. Faço um retrato de Dourados e parte de Campo Grande, e registro localidades e pessoas que mereceram destaque.

“Chão do Apa –Contos e Memórias da Fronteira” (2010). A fronteira como minha pátria e lugar lúdico da infância. Chão do Apa abrange o território paraguaio e o brasileiro, em uma sintonia, muitas vezes, a que só o fronteiriço é capaz de se adaptar. Tradições, linguajar, tudo reforça para que essa região seja singular, e que se perceba que a fronteira delimitada pelo rio está apenas nos mapas: a divisão geográfica não existe em nosso sangue, muito menos em nossas emoções. Quem não gosta da sopa paraguaia e de arrastar o pé ao som da música “Mercedita”? Uma homenagem, a que jamais eu poderia me furtar, ao meu torrão natal. Por meio de contos e estórias de antigamente, revelo toda a força da cultura desse país chamado Fronteira.

Algum desses livros considera o principal?

Quando em 1986 lancei a primeira edição de “Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros”, eu sabia que a história era polêmica. Por isso, fiz um resumo da história sem entrar em muitos detalhes. Mesmo assim, tive muita dor de cabeça. Fui ameaçado de morte e perseguido; tive que me transferir para o Nordeste, e o livro foi apreendido pela Justiça. Em 1992, a obra foi liberada.

Com a liberação do livro pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), soltei a 2ª edição. Desta vez já com mais detalhes que havia pesquisado, sem mudar a essência da história. Até porque os fatos são únicos, não podem ter duas versões. E, nesse ponto, tomei muito cuidado. Inclusive, no depoimento no processo, o juiz perguntou ao Prudente D’Ornellas se os fatos, que constavam no livro, eram verdadeiros. Ele afirmou que sim. Perguntou-me também o porquê do nome “bandoleiro” que havia lhe dado. Respondi que não fora eu que havia lhe imputado tal cognome, mas o Comandante do 10° RC em carta enviada, em 1936, ao Destacamento de Porteiras. Nesta, o Comandante pedia notícias do “bandoleiro Silvino Jacques”.

A 3ª edição da obra foi feita pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), e teve poucas alterações. Hoje a 5ªedição está quase esgotada. Trabalho agora a 6ª edição, na qual pretendo revelar um Silvino Jacques também poeta e escritor.

Quanto tempo levou para escrevê-lo? Onde o lançou primeiramente?

Meu primeiro livro, “Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros” lancei em uma noite gelada de 30 de maio, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Sidrolândia (MS). Para lançá-lo, como já disse, sofri ameaças de morte e perseguição, inclusive do gerente do Banco do Brasil onde eu trabalhava que, como ele dizia, “comia churrasquinho e tomava uísque” com os pistoleiros que me ameaçaram na casa do Professor Antônio Lopes Lins, prefaciador da obra.

A pressão foi forte. Como sou “nuncativiano”, não surtiu muito efeito. Depois que o livro foi liberado pela Justiça, algumas dessas pessoas (contrárias à publicação), leram-no e viram que era pura história. Muitas depois entraram em contato comigo e manifestavam o agrado.

Em novembro de 1992, fui adotado pelo Pen Club Internacional – a maior e mais importante organização mundial de escritores que se empenha em defender a liberdade de expressão – no 58° Congresso Internacional dos Escritores, no Rio de Janeiro: subi pelo tapete vermelho da escadaria de mármore do Hotel Copacabana Palace, para a cerimônia de adoção. Daí em diante, senti que as pressões diminuíram muito.

O processo de pesquisa durou por volta de 14 anos. Era muito rudimentar. Hoje, temos filmadora e outros apetrechos. Naquela época, final de 70 e começo de 80, eu mal tinha um gravador. E com ele fui à luta. Muitas vezes as pessoas se negavam a conversar comigo no primeiro contato: ainda tinham muito medo e se esquivavam de dar qualquer contribuição. Precisei convencer muita gente da importância histórica dos fatos, para, finalmente, conseguir a entrevista. Muitas choravam ao lembrar fatos tão marcantes, como morte de entes queridos.

Falei com muitas pessoas que estão, em parte, listadas nas primeiras edições do livro. Mantenho gravações feitas com os mais importantes personagens dessa história, inclusive com o Delegado Orcírio dos Santos, que acabou por liquidar com o bandoleiro em um confronto “mano a mano”,como se diz.

Só não pude entrevistar o próprio Silvino, por razões óbvias: estava morto. Mesmo assim, consegui o depoimento de Elódia Charão, uma das mulheres dele. Também o do Guedes, irmão da outra mulher do bandoleiro, a Raída. Ela o acompanhou nos últimos anos e momentos de vida.

Além da pesquisa oral, efetuei a pesquisa documental. Para tanto, consegui permissão do Comandante do 10° RC, onde servi em 1966. Tive acesso a documentos sigilosos sobre a Revolução de 32 e me foram fornecidas cópias de correspondência oficiais que tratavam do “bandoleiro Silvino Jacques”.

Leia a materia na íntegra no Jornal Dourados Agora: http://www.douradosagora.com.br/variedades/entrevistas/nao-da-para-se-viver-como-escritor-por-isso-e-que-o-chamam-de-imortal

Anúncios

Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Conheça o paraguaio que o Brasil indicou para Prêmio Nobel

  1. Pingback: Conheça o paraguaio que o Brasil indicou para Prêmio Nobelcuruguatynews.com - curuguatynews.com

  2. Pingback: Conheça o paraguaio que o Brasil indicou para Prêmio Nobel - capitanbadonews.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s