Turismo no Paraguay, dicas do Jornal Estado de Sao Paulo

País tem como meta deixar de ser só um destino de compras para atingir a marca de 1 milhão de visitantes até 2018. Entre os desafios, obras de infraestrutura e capacidade hoteleira.

LILIAN VENTURINI / ASSUNÇÃO – O Estado de S.Paulo

Cabildo, centro cultural que oferece exposições permanentes de artigos culturais e religiosos

Cabildo, centro cultural que oferece exposições permanentes de artigos culturais e religiosos

Visitar o Paraguai pode render surpresas agradáveis para quem se dispõe a enxergar o país como um destino que vá além de um imenso shopping center de artigos baratos. A geografia e o clima do lugar, somados às influências da colonização espanhola e da cultura indígena, oferecem paisagens naturais e passeios cheios de história.

Nestes atributos, aliás, está a aposta do governo paraguaio para atrair mais turistas, atualmente em torno de 523 mil por ano – em termos de comparação, a Argentina recebe 2,6 milhões. “Paraguai não é destino de massa. É turismo de nicho, de experiência”, resume a ministra do Turismo, Liz Cramer.

A meta é atrair 1 milhão de turistas ao país até 2018. Para isso, será preciso superar as visíveis dificuldades econômica e de infraestrutura. Além de obras viárias já em curso na capital, por exemplo, uma das promessas é aumentar a quantidade de vagas em hotéis das atuais 22 mil para 36 mil. Por ora, o que há de certo é a chance de se encantar com belezas naturais e a hospitalidade paraguaia.

No entorno da capital Assunção, o Rio Paraguai, reservas ambientais e prédios históricos exemplificam o que a ministra define por “experiência”. Na pequena cidade de Yaguarón, a 50 quilômetros da capital, a igreja San Buenaventura abriga parte da história paraguaia, que mescla a influência da cultura indígena (guarani) e da colonização espanhola.

Museu do Barro tem coleções de arte indígena e de barro, além de exposições de arte contemporânea

Museu do Barro tem coleções de arte indígena e de barro, além de exposições de arte contemporânea

Primeiro templo franciscano da América Latina, o prédio foi construído no século 18 basicamente com madeira de cedro. Em seu interior, o estilo barroco está no altar, nas esculturas, nas pinturas do teto e nos pilares – talhados em árvores replantadas uma a uma pelos índios. As cores simbolizam os tons comuns da flora do lugar.

‘Recuerdos’ de Ypacaraí. Lembrado sempre graças à famosa canção paraguaia – que já foi cantada por Perla, Caetano Veloso e até Julio Iglesias – o Lago Ypacaraí fica em Areguá, a 28 quilômetros de Assunção. A água pode não ser exatamente azul, mas é limpa: é possível desfrutar de um passeio de canoa, ao preço médio de R$ 5. Dá até para fazer um bate-volta desde a capital.

Com 475 anos, Assunção tem um belo centro antigo, rodeado por praças e prédios públicos de estilo neoclássico. Alguns resgatam a trajetória política do país, em especial os períodos de guerra e ditadura. Destaque para o Panteão Nacional dos Heróis (definido como uma réplica dos Palácio dos Inválidos da França), que abriga restos mortais de combatentes de guerra. Perto dali está o Palácio de Los Lopez, sede do governo paraguaio. A construção do século 18, também neoclássica, guarda em seu interior pinturas de Monet.

Reserva de Mbatoví, a 72 km de Assunção, abriga o maio parque de ecoaventura do país

Reserva de Mbatoví, a 72 km de Assunção, abriga o maio parque de ecoaventura do país

O Rio Paraguai está logo ali. Há passeios regulares, de 1 hora, que custam R$ 50 por pessoa.

Fique em Assunção e faça passeios até as cidades próximas

ASSUNÇÃO – O Estado de S.Paulo

Use a capital Assunção como base para desbravar as cidades próximas – aproveite a boa infraestrutura hoteleira e gastronômica e faça quantos bate-voltas quiser.

Gastronomia. A comida paraguaia tem ingredientes conhecidos dos brasileiros. Carnes e churrascos são comuns. Pela característica hidrográfica do país, peixe será sempre um bom pedido. A culinária típica usa muito milho e mandioca, ingredientes principais da chipa (tipo de pão de queijo), da sopa (torta) e do mbeyú (lembra a tapioca). A bebida tradicional é o tereré, tipo de mate servido frio. Pela cidade, é comum ver barracas venderem cuias e opções diversas de ervas, como hortelã e menta.

Há bons restaurantes na região central, onde o preço dos pratos varia de R$ 25 a R$ 90. À noite, a pedida é curtir o agito do bairro das Carmelitas, que reúne bares de estilos variados.

Artesanato. A arte popular carrega muito da tradição indígena e da colonização europeia. Dos índios vêm o trabalho em cerâmica e as peças com plumas e sementes. Os europeus deixaram como legado a confecção de joias de prata. Também são comuns os acessórios de couro e tecidos, que ganham charme com o ñanduti, bordado de algodão com formas circulares.

Ambulantes vendem as peças pelas ruas e em feiras regulares na região central. Em Areguá, um dos principais redutos do artesanato paraguaio, feirantes estão espalhados por três quadras e o Centro Cultural do Lago oferece variedade.

Museus. Quase 6 mil peças de arte indígena e de barro são o principal atrativo do Museu do Barro. Há cerâmicas, esculturas, vestimentas típicas e artigos sacros, parte deles do século 17.

No centro, o Cabildo expõe artigos culturais, religiosos e realiza mostras de dança e música. Perto dali fica a Manzana de la Rivera, conjunto de nove casas do período colonial que também funciona como centro cultural.

Paralelo à temática histórica e cultural, o Museu do Futebol, em Luque, a 18 quilômetros de Assunção, dedica seu espaço a seleções e clubes da América do Sul. Há réplicas de taças das Copas do Mundo, registro de torneios como a Libertadores… E um espaço dedicado ao Brasil. /L.V.

Leia na íntegra: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,natureza-e-historia-as-armas-para-atrair-mais-turistas–,935494,0.htm

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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Uma resposta para Turismo no Paraguay, dicas do Jornal Estado de Sao Paulo

  1. Fernando disse:

    Acho que deviriam “”” replicar”” no sentido de inspirar ..em predios neoclasdicos ..europeus ..argentinos ..e fazerem um barco tematico tipo rios do alabama*usa nos rios ..do py ..feveriam investir mais neste projeto como disse ..fazerem muitos predios construirem mais replicantes de neo classicos eutopeus isso iria agregar bastante valor sem duvida ..as pessoas ignoram …zombam ..de um povo terno ..simples bonito ..vitima de um sistema hiper corrupito ..embora deu um alivio ..eles tem acredito; mais potenciais que uy !! See u laters thank u gracias

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