Colônia paraguaia divulga suas tradições no Brasil

Som fronteiriço: Ponto de Cultura da Colônia Paraguaia oferece oficina gratuita de harpa para jovens e adultos em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. 

Nas cores da bandeira: vermelho, azul e branco, as cordas da harpa paraguaia   já indicam o orgulho dos descendentes em representar a cultura do país fronteiriço. O instrumento, que é considerado um dos mais tradicionais, é o foco de uma oficina para jovens e adultos no Ponto de Cultura da Colônia Paraguaia, em Campo Grande. Em parceria com o MinC (Ministério da Cultura), o local também oferece aulas gratuitas em outras áreas artísticas, como dança, línguas, música e audiovisual.

Foto de Revista Eletrónica Poranduba. Harpa é considerado um dos instrumentos mais tradicionais da cultura paraguaia e é o foco de uma oficina na colônia

Foto de Revista Eletrónica Poranduba. Harpa é considerado um dos instrumentos mais tradicionais da cultura paraguaia e é o foco de uma oficina na colônia

Ao todo, o ponto de cultura tem quatro instrumentos e pretende comprar mais dois. A coordenadora do ponto de cultura, Patrícia Ábrego, afirma que o projeto prevê ao longo das etapas a aquisição de mais instrumentos musicais. “Na primeira etapa nós compramos quatro harpas e na segunda a previsão é de comprar mais duas. Em cada etapa são cinco meses. Nossa intenção é realizar uma apresentação no fim do ano com uma orquestra, já que também oferecemos aulas de violão na colônia”, afirma.

Foto: Revista Eletrónica Poranduba. Ponto de Cultura da Colônia Paraguaia também oferece aulas gratuitas de violão, dança e línguas para interessados

Foto: Revista Eletrónica Poranduba. Ponto de Cultura da Colônia Paraguaia também oferece aulas gratuitas de violão, dança e línguas para interessados

 O estudante de teologia e gestão pública, Irwing Ferreira, 28 anos, é um dos alunos do curso de harpa paraguaia. “É minha terceira aula. Eu comecei nas aulas de violão e depois me interessei pela harpa. É uma forma de me aproximar da cultura paraguaia”, ressalta Ferreira.

Para o jovem, o resgate das tradições é essencial. “Eu também frequento as aulas de guarani, sempre gosto de vir a colônia com a minha família. Eu nasci em Campo Grande, mas aprendi a gostar da cultura paraguaia, das tradições”.

Já para o responsável técnico do ponto de cultura, Ricardo José Cafure, o propósito do projeto é divulgar as tradições paraguaias. “Nós tínhamos um projeto que foi aprovado em 2006 pelo programa ‘Mais Cultura’ do MinC. Eu fui o presidente naquela época e conseguimos renovar em 2009 e 2011 e firmar o ponto. Nossa proposta é que o povo paraguaio e os descendentes que vivem em Campo Grande possam manter suas tradições”, explica.

O vigia Cristovão Correa, 58 anos, nasceu na Bolívia, mas também nutre o interesse pela música paraguaia. “Vim para o Brasil com dois anos de idade. Essa é a primeira vez que eu tento tocar algum instrumento, comecei pela harpa. Estou gostando bastante”, afirma.

À frente da turma está o professor de harpa, Fábio Kaida Barbosa. Campo-grandense, o jovem se interessou pelo instrumento ainda na infância e treina cerca de sete horas para ministrar as aulas na colônia. “Por incrível que pareça eu não tenho nenhuma descendência paraguaia, mas meu interesse pelo instrumento surgiu ainda com cinco anos de idade. Meu pai entrou com a harpa em casa e eu me apaixonei”, relembra.

O curso começou há duas semanas e Barbosa frisa que a única dificuldade é conciliar os horários entre os alunos. “São quatro pessoas por turma. Já fechamos uma e estamos quase fechando outra. Estamos com uma perspectiva boa, tem muitas pessoas interessadas, que gostaram da iniciativa”, frisa.

Apesar das inúmeras cordas, o professor ressalta que o instrumento não é muito difícil. “A harpa tem suas peculiaridades. Existem vários modelos, como a venezuelana, mexicana, mas a paraguaia é a excelência tanto no design quanto no som. Eu costumo dizer para os alunos que a harpa não tem limites, você pode tocar qualquer estilo, qualquer música, do clássico ao popular”, ressalta. Já Ferreira discorda. “Eu acho um pouco difícil, sim. São 36 cordas, eu sou acostumado com as seis cordas do violão”, brinca.

Publicado em 09/02/2012 / http://www.oestadoms.com.br/Autora: Naiane Mesquita 

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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