Sintomas de subimperialismo

Carta do Núcleo para Fenafar

Federação Nacional dos Farmacêuticos com sede em Sao Paulo.
Prezados Senhores,

Em matéria veiculada em vosso site, sob o título “Brasileiros colocam saúde em risco com remédios do Paraguai”, endereço de publicação:  – http://www.fenafar.org.br/portal/todos-os-artigos/1-ultimas-noticias/125-brasileiros-colocam-saude-em-risco-com-remedios-do-paraguai.html  – há forte conteúdo tendencioso e de fato negativo, levando os leitores a acreditarem que a maior parte dos medicamentos comercializados no Paraguai são de procedência duvidosa, colocando em risco a saúde de seus consumidores.

Não estamos aqui discutindo os crimes de contrabando e descaminho, ou ainda os crimes contra a saúde pública tipificados na compra e importação ilegal de medicamentos, mas sim o teor da matéria.

Fato é, que o contrabando de medicamentos para o Brasil é considerado crime contra a saúde pública, mas não por colocar em xeque a qualidade, e sim por normatizações específicas da Legislação Brasileira e regulado e fiscalizado pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Saúde.

Isto vale para medicamentos de qualquer parte do mundo!

Infelizmente, ao que nos parece, no contexto em questão, os responsáveis pela Federação Nacional dos Farmacêuticos do Brasil, se esqueceram de que ali naquele país vizinho (Paraguai), os conceitos farmacológicos e científicos são exatamente os mesmos dos praticados no Brasil, considerando via de regra os medicamentos ali comercializados de qualidade técnica totalmente segura e confiável.

Uma coisa é o trâmite legal de importação, outra bem distinta é a qualidade técnica de determinado item.

O uso de medicamentos de uso veterinário e outros utilizados para úlceras e outros procedimentos, considerados abortivos, geram problemas em qualquer país… a questão não é o país vizinho, e sim a auto-medicação feita de maneira ilegal, abusiva e totalmente irresponsável.

A própria matéria se torna contraditória ao afirmar em seu título que “Brasileiros colocam saúde em risco com remédios do Paraguai e mais abaixo afirmar que “legalmente, os remédios só podem ser trazidos do Paraguai mediante um procedimento de importação e com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas, na prática, as cartelas são levadas aos poucos para Foz do Iguaçu para depois serem distribuídas ao restante do país pelas mãos de sacoleiros e contrabandistas.”, ou seja: o medicamento que não se sujeita à regime de importação tem suas propriedades químicas e farmacológicas alteradas?

Cabe ao Governo Brasileiro fiscalizar qualquer prática ilegal e criminosa em território brasileiro, induzir o leitor a crer que é o Paraguai que deveria mudar sua legislação, proibindo a venda de determinados medicamentos ou ainda atuando como Agente do Estado Brasileiro no cumprimento de nossas leis, é no mínimo irresponsável.

Cada país estabelece sua legislação e autorizações de comercialização de acordo com seus interesses e particularidades.

O Paraguai possui excelentes indústrias farmacêuticas e caso um brasileiro lá esteja, será medicado com as medicações fornecidas naquele país… isto implicaria em algum risco para este cidadão? Evidentemente que não.

O Núcleo Cultural Guarani Paraguay Teete atua na defesa e valorização da cultura e interesses de seu país e seu povo, lutando contra o forte preconceito enraizado na cultura brasileira, em grande parte por uma mídia inconsequente e antiética.

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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2 respostas para Sintomas de subimperialismo

  1. Mauro disse:

    Parabéns pela resposta a essa instituição porque e claro que a intenção deles era assustar aos usuários de medicamentos oriundas do Paraguai a nao continuar comprando os produtos fabricados nesse pais porque colocaria em risco o faturamento do império da industria farmacêutica do Brasil. Bem explicado que o problema nao são os remédios fabricados no Paraguai e sim a falta de controles nas importações de tais produtos o que deixaria a Receita e a Policia Federal em maus lençóis. Então e mais fácil criticar o produto do que cobrar as autoridades competentes fazerem o seu trabalho como se deve…!!! Aumentem o salario dos Policias Federais e Rodoviários contratem mais agentes para fiscalizar e deixem em paz os Paraguaios ..Cambada de ignorantes que pensam que criticando os produtos fabricados no Paraguay vão inibir a forte necessidade que as pessoas sentem de consumir produtos mais baratos e talvez ate com melhor qualidade daquelas feitas no Brasil. E só lembrar que nesse pais temos mais de 500.000 colonos Brasileiros que são tratados digna e respeitosamente pelos Paraguaios y ate onde eu saiba nao tem nenhum protecionismo para com os produtos made in Brasil , pelo contrario os nossos produtos são amplamente difusos no Paraguay o que e uma pena tendo em vista que ate pouco tempo nos mercados podiam ser encontrados produtos genuínos com o sabor da terra , hoje por causa da cultura e da ganancia dos grandes empreendedores e difícil encontrar nos supermercados de Asuncion tomates y diversos tipos de hortaliças biológicas sem os aditivos que os agricultores aprenderam comprando os produtos que contaminam a terra e ao ser humano como os agrotóxicos e transgênicos.
    Acho que a nossa mais famosa iguaria ( A sopa paraguaia e o Bori Bori ) já devem estar contaminadas com o milho transgênico, portando se alguém deveria tomar cuidado aqui com os produtos de qualidade duvidosa deveriam ser os Paraguaios e nao os Brasileiros.

    Mais uma vez repito o meu total apoio aos representantes desta pagina em proteger a imagem e a cultura do povo Paraguaio que sempre soube evidenciar a sua bravura mesmo sobre assedio de países vizinhos pouco amistoso e consideramos ” AMIGOS Y HERMANOS”

  2. Mauro disse:

    Leiam esta materia publicada pelo Jornal Estadao;

    Brasil vira centro mundial da indústria de falsificação, diz Kroll
    Tamanho do texto? A A A A
    O Brasil deixou de ser apenas distribuidor de produtos pirateados e contrabandeados para se transformar em uma das grandes indústrias mundiais da falsificação, de acordo com executivos da Kroll, empresa internacional de gerenciamento de riscos e uma das principais responsáveis por investigações mundiais de abuso e roubo de propriedade intelectual.

    Para executivos da Kroll, esta mudança é resultado da união entre a crescente economia informal e as organizações criminosas que atingiram altos índices no País.

    “Há cinco anos, o Brasil era apenas um grande distribuidor de produtos falsificados, fabricados principalmente na China e que chegavam aqui como contrabando. Mas o crime organizado passou a controlar a rede de distribuição e, com isso, criou os mecanismos para produzir as falsificações dentro do próprio País”, avaliou o diretor internacional da empresa, Jules Kroll.

    Jules está no Brasil para divulgar os resultados de um pesquisa mundial sobre roubo de propriedade intelectual. A pesquisa foi realizada pela Kroll com 148 executivos que atuam em grandes companhias espalhadas em 49 países.

    “A propriedade intelectual, consubstanciada principalmente nas patentes, marcas registradas, copyright e segredos industriais, está no epicentro dos negócios modernos e permeia tudo: desde alta tecnologia até os produtos farmacêuticos e a música”, disse o executivo.

    De acordo com Jules, o roubo de propriedade intelectual está difundido no mundo todo e as pesquisas indicam que ele deverá crescer muito nos próximos cinco anos. “No Brasil, setores produtivos começaram acordar há pouco para o impacto que este crime provoca nas empresas lesadas e no conjunto da economia do País”, diz o diretor da Kroll no Brasil, Eduardo de Freitas Gomide.

    Gomide, ao lado do diretor da Kroll no Rio de Janeiro, Vander Giordano, atuou nas investigações recentes contra falsificações de CDs e contra máfias de adulteração de combustíveis que atuam em vários Estados. “As empresas fonográficas estão literalmente quebrando e as máfias da adulteração já provocaram prejuízos gigantescos ao mercado de combustíveis”, afirma.

    Giordano diz que é impossível enumerar todos os setores afetados hoje no Brasil pelo roubo de propriedade intelectual. “As quadrilhas falsificam quase tudo: bebidas, perfumes, água mineral, tênis, sapatos, roupas de marca, materiais escolares, softwares, equipamentos, remédios e assim por diante”, afirma.

    Para os executivos da Kroll, apesar da proliferação de pequenos falsificadores, o comando da indústria de falsificação no País já caiu definitivamente nas mãos do crime organizado. “Não há como colocar falsificações de grandes marcas nos supermercados e no comércio varejista sem uma grande rede de distribuição. Portanto, o combate à pirataria passa necessariamente por uma grande reestruturação das estruturas de controle no País”, afirmou.

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