Atrativos do Paraguai

O Estado de S.Paulo: 16 de abril de 2013 | 2h 12

Com a conclusão, no segundo semestre deste ano, da extensão no lado paraguaio da linha de transmissão da Hidrelétrica Itaipu Binacional até as proximidades de Assunção, numa extensão de 500 km, cresce o interesse de empresas brasileiras de buscar maior integração industrial com o Paraguai, principalmente com o objetivo de enfrentar o desafio de competitividade com produtos de origem asiática. Estudo realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, com foco no setor têxtil e de confecções, constatou que o Paraguai apresenta vantagens de custo em relação ao Brasil nos quatro quesitos examinados – mão de obra, insumos, manutenção e juros -, passando a ser uma opção mais atraente para alguns setores industriais no processo de internacionalização por que vêm passando muitas empresas do País nos últimos anos.

Como exemplo dos benefícios que empresas têxteis brasileiras poderiam usufruir integrando o Paraguai à sua cadeia produtiva, o diretor titular adjunto da Fiesp, Thomaz Zanotto, citou o custo médio de produção de uma calça jeans, que no Brasil é de US$ 7,75 e no Paraguai é de US$ 5,73 – uma economia de 35%. “Não há a menor dúvida de que vale muito mais a pena produzir essa calça no Paraguai, para atender ao mercado do Mercosul, do que importar da China”, ressaltou Zanotto.

Não se trata, portanto, de fechar fábricas no País para produzir no exterior, mas de mudar de fornecedor. É claro que o Paraguai tem todo o interesse em atrair investimentos industriais, já que consome apenas 20% da energia produzida pela Itaipu Binacional, sendo sua economia baseada, em grande parte, no setor agropecuário, muito dependente de cotações internacionais e de condições climáticas. Tendo energia sobrando, o Paraguai pode oferecê-la a um custo baratíssimo. Apesar das medidas tomadas por Brasília para baixar a conta de eletricidade, o preço do quilowatt/hora paraguaio é 63% inferior ao cobrado no País.

A carga tributária é também sensivelmente menor, havendo ainda incentivos para investidores. Há basicamente três tipos de impostos: Imposto de Renda (IR) Pessoa Física, IR para empresas e o Imposto de Valor Agregado (IVA). Além disso, os salários, em média, são 35,5% mais baixos e os encargos sociais giram em torno de 16% da folha.

Assim, como disse o presidente da Fundación Desarollo en Democracia, Alberto Acosta Garbarino, que participou de recente seminário na Fiesp, o investimento em seu país pode ajudar a solucionar problemas dos dois lados da fronteira, aumentando a competitividade da indústria brasileira e contribuindo para o desenvolvimento paraguaio. Ele reconhece a existência de gargalos na infraestrutura e deficiências na área de educação, o que pode exigir programas de treinamento de trabalhadores.

O comércio entre Paraguai e Brasil vem crescendo e não foi abalado pela suspensão provisória daquele país do Mercosul, desde o episódio do impeachment de Fernando Lugo, em junho de 2012. O Brasil é superavitário no comércio bilateral, não contando o comércio de “formiguinha” na região de fronteira. No ano passado, o Brasil exportou para o Paraguai US$ 2,677 bilhões e importou mercadorias no valor de US$ 987 milhões – um saldo de US$ 1,690 bilhão. A mesma tendência verifica-se nos dois primeiros meses deste ano.

Acresce que, como mencionou o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, o Paraguai conta com preferências da União Europeia, benefício que o Brasil perdeu em 2013. Assim, as indústrias brasileiras com filiais no país vizinho, além de exportar com tarifa zero para parceiros do Mercosul, poderiam vender mais facilmente para terceiros países.

Indústrias nacionais mais afetadas pela concorrência agressiva dos asiáticos constataram que saídas podem ser encontradas, sem que o governo precise recorrer ao aumento estratosférico de tarifas de importação. E é bom que exista uma alternativa dentro do Mercosul.

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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