Apoio dos brasileiros à língua guarani

Alunos de guarani da USP solicitam ao governo paraguaio o fortalecimento do idioma que é a primeira língua indígena a dividir com o espanhol o título de idioma oficial em um país da América Latina.

No Paraguai, os paraguaios lutam para preservar a língua guarani, que o MEC (Ministério de Educação) quer eliminar do 3º ano do Ensino Médio deixando assim ao guarani em desvantagem com o castelhano que tem uma carga horária de 12 horas semanais e o guarani somente 6 horas, ao que temos que acrescentar que o castelhano é utilizado também como língua de ensino ou instrução”.

O Paraguai é o único país das Américas onde a maioria da população não indígena fala uma língua indígena: o guarani.

Esse idioma é protegido pela Constituição do país, em igualdade com a língua da conquista europeia, o espanhol. Nas ruas, é motivo de orgulho nacional.

O Paraguai se diferencia significativamente de outras nações multilíngues latino-americanas, como o seu país vizinho, a Bolívia, onde a maioria da população é indígena. Línguas como o quéchua e o aymará são faladas lá por diferentes povos, mas raramente pela população mestiça ou pela elite tradicional.

No Paraguai, os indígenas não atingem 5% da população total. Mesmo assim, o guarani é falado por aproximadamente 90% dos paraguaios, incluindo muitos da classe média, candidatos presidenciais da classe alta e até pessoas recém-chegadas ao país.

Segundo o professor de linguística e de antropologia David Galeano, da Universidade de Assunção, o guarani era o idioma original dos países da América do Sul “antes da chegada dos conquistadores”, nos séculos passados.
A língua chegou a ser utilizada em boa parte do centro-sul do Brasil, mas é no território paraguaio que resiste atualmente. O professor Ramón Silva, que fez um doutorado na língua, diz que o país foi o primeiro a reconhecê-la e incluí-la em sua Constituição, em 1967.

“A maioria das crianças paraguaias tem como língua materna o guarani, enquanto alguns poucos, o espanhol. Esta é uma realidade que não se pode desconhecer e é o antecedente imediato das disposições do artigo 77 da Constituição Nacional e da recomendação técnica emitida pela UNESCO já há mais de meio século”, diz o professor Lino Trinidad.

“Atualmente no Ensino Médio (1º, 2º e 3º ano), o castelhano tem uma carga horária de 12 horas semanais, enquanto o guarani somente 6 horas, ao que temos que acrescentar que o castelhano é utilizado também como língua de ensino ou instrução”.

“No MEC não querem nos escutar sobre o que traçamos, mas em algum momento alguém terá que escutar, embora até o momento ninguém tenha desejado. Oñembotavypaite lo mitá”.
“Muitos dos cargos de alta especialização técnica, não somente no MEC, estão ocupados por pessoas em virtude de sua condição política partidária (leia-se operadores políticos). Falta vontade política para que o governo atue, enquanto política educacional, de acordo com nossa realidade sociolinguística, e há que entender por que dizemos que o Paraguai é único e não repetível na América Latina, e há que assumir essa situação porque é nossa realidade” finalizou o professor Lino Trinidad.

Leia também:
https://paraguaiteete.wordpress.com/2012/03/14/deu-no-the-new-york-times-historia-do-idioma-guarani/
https://paraguaiteete.wordpress.com/2012/09/04/paraguaios-lutam-para-preservar-lingua-guarani/
https://paraguaiteete.wordpress.com/2013/05/31/o-idioma-guarani-historia-e-simbolo/

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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2 respostas para Apoio dos brasileiros à língua guarani

  1. Mirtha Villalba disse:

    Soy Paraguaya y siento verdadera verguenza por la discriminación hacia el Idioma Guarani !
    Una verdadera verguenza para todo un pais !!!

    • Mauro disse:

      Mis respetos a este profesor y a todos sus alumnos que se empenan por mantener la lengua tradicional del pueblo sudamericano. El Guarani asi como las demas lenguas indigenas deven tener prioridad en todas las escuelas publicas. Al final es la unica identidad que hace referencia a toda una historia de civilizacion pre-existente en America, digo en America porque somos hermanos desde el Alaska , hasta la tierra del Fuego..somos una grande nacion dividida por los colonizadores. Infelizmente continuamos divididos hoy por banderas, por lenguas estranhas, por religiones, riquezas y toda forma preconceptuosa heredada de nuestros conquistadores. Por lo menos si pudieramos unirnos otra vez por un solo eje..que ese eje sea entonces la lengua de nuestros ancestrales que un dia vivian en armonia con la naturaleza en una especie de simbiosis, extraindo de la tierra apenas lo essencial para vivir, sin tomar conocimiento del tiempo, porque sabian que conociendola serian convertidos en esclavos… mombyryguive aju koape ha’heja hanguache che maitei pe’eme ha havy’a penendivecuera mombyry guyvegui.che rera ( Ypoakua Arandeve )

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