Agência EFE: fronteiras com Brasil são berço do cultivo de maconha

Marihuana
Fonte: IPParaguay, 08 de junho de 2013. Tradução livre.
Link: http://www.adndigital.com.py/pais/item/12361-agencia-califica-a-zonas-paraguayas-fronterizas-con-brasil-como-cuna-del-cultivo-de-marihuana.html

Itakyry.- No Paraguai, principal produtor de maconha da América do Sul, comunidades camponesas inteiras da região oriental fronteiriça com o Brasil se dedicam ao cultivo de grandes plantações da droga, e são o “elo mais fraco” do narcotráfico entre ambos os países, de acordo com um repórter da agência espanhola EFE, assinado por Santi Carneri.

De acordo com o informe, essas comunidades, de entre quarenta e sessenta membros, se dedicam “abertamente e com total desenvoltura” à produção massiva dessa droga nas zonas rurais fronteiriças, explicou à EFE o diretor da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), Francisco de Vargas.

Os extensos e verdes campos paraguaios da região oriental, que engloba os departamentos de Alto Paraná, Canindeyú e Amambay, escondem entre cultivos comuns de milho ou mandioca grandes plantações de maconha, nas quais trabalham centenas de camponeses.

Pequenas localidades como a de Itakyry, a uns cem quilômetros de Ciudad del Este, no Alto Paraná, contam com “comunidades inteiras” relacionadas direta ou indiretamente com a produção de maconha.

Devido à proximidade com o Brasil, o maior consumidor de maconha da região, e às condições do solo e do clima, favoráveis para a produção dessa erva, existem no Paraguai territórios de centenas de hectares onde esta se cultiva.

A escassa presença do Estado e a “cumplicidade” das autoridades locais nestas regiões têm facilitado que estas comunidades se dediquem à atividade ilícita, segundo De Vargas.

Uma operação de dez dias da Senad, concluída no último 31 de maio, possibilitou que seus agentes apreendessem 142 toneladas de maconha em Itakyry, onde encontraram dezoito acampamentos dedicados à produção e armazenamento da droga.

Somente nessa operação, que elevou a algo em torno de duzentas toneladas as apreensões no decorrer de 2013, a Senad confiscou mais maconha que em todo o ano anterior, quando foi de 128 toneladas.

O dispositivo, que contou com o apoio da Polícia Federal brasileira e do Departamento Estadunidense Antidrogas (DEA), incluiu a destruição de 79 hectares de plantações, segundo a Senad.

“A quantidade impressionante de produção de maconha tem necessariamente a ver com (…) os altos índices de corrupção da autoridade em nosso país”, admitiu De Vargas.

Entre os restos de um dos acampamentos que as redes do narcotráfico dispõem para que os camponeses descansem e armazenem a droga, os agentes da Senad acumularam centenas de sacos cheios de erva, placas de maconha prensada e instrumentos de trabalho, que foram incinerados.

De Vargas declarou que esta atividade se realiza “impunemente e há tempos”, e acrescentou que “é difícil dissimular toda esta quantidade de droga” através das estradas internacionais, onde “normalmente” há dispersos controles policiais.

O Paraguai é o principal produtor de maconha na região e, em todo o continente americano, somente o México produz mais que este país de 6,5 milhões de habitantes, segundo o Senad.

80% da droga produzida no Paraguai têm o Brasil como destino, enquanto que o resto se dirige aos mercados de Argentina, Uruguai, Bolívia e Chile.

Os produtores de maconha se organizam em cooperativas que identificam seus próprios sacos do produto e contam com infraestrutura, luz elétrica e caminhos, explicou à EFE o diretor de Operações Especiais da Senad, Luis Rojas.

Cada comunidade conta com uma cadeia grande de gente envolvida, uns sessenta trabalhadores por plantação, que cobram entre 40.000 e 100.000 guaranis (entre dez e vinte-cinco dólares pelo câmbio atual) por dia, dependendo de seu nível de especialização, informou Rojas.

Uns se dedicam ao cuidado das plantações, que muitas vezes ocupam entre dez e quinze hectares, dando uma produção anual de cerca de 45 toneladas de droga; outros “mais especializados” na filtragem e preparação da maconha, e outros à vigilância dos cultivos.

Rojas apontou que os cuidadores e peões não são os alvos de suas operações, pois os consideram o “elo mais fraco” de um problema social mais complexo em um país com um terço da população sobrevivendo na pobreza.

A compra e distribuição da drogas paraguaia são levados a cabo por grupos criminosos, como os brasileiros Comando Vermelho e PCC, que são os que obtêm a maior parte do benefício do narcotráfico, segundo Rojas.

“Ainda que erradiquemos toda a maconha do Paraguai, enquanto houver demanda no Brasil, os produtores encontrarão alguma forma de fazê-lo”, indicou De Vargas.

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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