Paraguai vence China em engenharia

Fonte: María Silvia Duarte Acha (Ejempla.com). Tradução livre.
Link: http://ejempla.com/futuro/paraguay-vence-a-china-en-ingenieria

Na Olimpíada Internacional de Projetos Sustentáveis para o Mundo (I-SWEEP em inglês), 3.000 projetos de 68 países foram apresentados. Quem ganhou? Uma ideia paraguaia levou a medalha de ouro na categoria Engenharia Sustentável. São duas jovens mentes as responsáveis pela conquista, que inclui, por exemplo, vencer o berço dos planos brilhantes, a China.

Ele tem como hobby a programação e tudo que se relaciona com sistemas e robóticas.

Ela gosta de oratória, além de tudo o que envolva números e exija um desenvolvimento extra de sua capacidade intelectual. Mas deixa claro que “não vive estudando” e que adora os esportes, sobretudo o basquete.

Ambos estão cursando o terceiro ano do colégio San Ignacio de Loyola, e coincidem no fato de que estudarão engenharia. Trata-se de María Paula Oviedo e Alvaro Martínez, os jovens responsáveis por trazer o ouro ao Paraguai com seu projeto chamado SISS, um sistema integral de sensores para promover e otimizar a produção hortícola orgânica.

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Durante a premiação celebrada em Houston, Texas.

Uma conferência de imprensa cheia de emoções se iniciou com algumas palavras dos orgulhosos diretores e professores encarregados do projeto e seguiu com as de Paula e Alvaro sobre o SISS.

O SISS permite regular o passo da luz solar e, segundo a necessidade, ativar painéis de meia sombra para proteger os cultivos das altas temperaturas, assim como iniciar uma irrigação automática de plantações segundo o nível de humidade presente na terra. O projeto, que nasceu em abril de 2013, já lhes havia valido, anteriormente, o prêmio na Feira Nacional de projetos científicos.

– “Eles foram meus alunos no primário”.
– “Você se lembra que desde menino ele já gostava disso?”, conversavam duas professoras.

O ambiente era de fotos e fotos, mais aplausos aos sobressalentes alunos. Em meio a este clima, um professor explicou que o desafio buscado foi o de solucionar a seca de cultivos causada pelas altas temperaturas e a excessiva utilização da água na manutenção dos mesmos. Paula acrescenta: “os projetos anuais do colégio sempre buscam solucionar uma problemática social”.

Além do sistema de programação para cada sensor, o SISS está pensado para armá-lo tanto com materiais econômicos como de maior preço. “380 dólares é o custo aproximado, está pensado para os pequenos agricultores do país, é um bom investimento, posto que, além de tempo e pessoas, economizaria água em seus cultivos”, explica Paula, respondendo ao questionamento sobre a viabilidade do sistema.

Terminada a conferência, seguiram-se entrevistas com os canais locais de televisão e outros meios. As mães dos alunos captavam cada momento deste importante reconhecimento. “Eles se prepararam muito tempo para isto, quase não tiveram férias. Ele ia com a ideia de ‘ao menos trazer uma menção de honra’”, relata a mãe de Alvaro. Mais relaxados e sem tantos flashes, puderam contar mais sobre a experiência.

SOBRE O SISTEMA

Começaram em abril do ano passado e o terminaram, unindo tudo em um sistema integral, em setembro para a Feira Nacional, aperfeiçoando-o em seguida. “Fizemos trabalho extra, somamos o valor do impacto social e o traduzimos ao inglês, como requeria o concurso”, comenta Alvaro.

A programação foi a parte mais difícil do projeto devido à precisão que esta requeria. “Todo o processo de programação começa falhando”, afirma o aluno, e sua companheira acrescenta: “chegar aos jurados e convencê-los, em inglês, foi também um desafio, já que estava integrado por Ph.Ds, doutores e professores de grandes universidades”, recorda Paula, que aproveitou para conversar com os juízes para seguir aprendendo.

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Vários dias para testar e voltar a testar levaram os alunos ao ouro.

EXPERIÊNCIA EM TEXAS

“Todos tínhamos a oportunidade, mas faltava alguém que realmente se interessasse e se propusesse a fazer isso. E esses fomos nós”, declara a futura engenheira.

O lógico de um concurso mundial como esse seria ficar nervoso, mas não; Alvaro e Paula contaram que, de nenhuma maneira, essa foi sua sensação. “É um projeto com o qual vimos trabalhando há muito tempo, o conhecíamos muito bem e sabíamos como defendê-lo”, detalha Alvaro, e ela agrega, admirando o bom ensino de inglês do colégio, que “além da hora de defender, não sentimos nenhuma limitação no idioma”.

Eles coincidiram em vários pontos da entrevista, talvez por isso são companheiros de equipe; para ambos, o melhor da viagem foi a experiência de intercâmbio cultural. Paula recorda como se seguisse assim: “desfrutar de cafés da manhã com pessoas de todo o mundo, tratar de temas diferentes; todos os pontos de vista eram distintos, as crenças, a forma de se vestir…”, Alvaro interrompe somente para ressaltar a quantidade de amigos de outros países que fizeram.

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“Ao ganhar o prêmio, como fomos os únicos ganhadores da América Latina, aproximou-se da gente a representante brasileira e nos felicitou por deixar o nome do continente no alto”, conta Paula como experiência que a surpreendeu.

“RIVAIS”

O Oriente é reconhecido por suas grandes empresas de tecnologia e ciência, o que representou nestas Olimpíadas ao apresentar grandes oponentes. “A China apresentou algo como 30 projetos e nós só levamos dois e ganhamos”, diz Alvaro, feliz com semelhante diferença.

“Por todos os lados víamos asiáticos”, recorda Paula, e seu companheiro acrescenta: “inclusive os representantes dos Estados Unidos eram orientais em sua maioria, ou hindus”, ressalta, conquistando gargalhadas.

Paula conta que “o nível era altíssimo, um país apresentou um projeto totalmente informático que, para nós, era um ‘filho prodígio’, todo um sistema de defesa contra infiltrações”. Alvaro agrega, surpreendido: “era investigação da CIA, por aí”. O momento de maior nervosismo foi quando escutaram que esse “super” projeto levava a medalha de prata. “Não sabíamos o que pensar, se era bom o mau”, diz Paula, explicando que se aqueles ganharam a prata, só restava a eles não ganhar nada ou levar o ouro, que foi o que felizmente ocorreu.

Paula e Alvaro ganharam uma bolsa para estudar nos Estados Unidos, mas o melhor prêmio foi o que trouxeram, com distinto reconhecimento internacional.

Pensando no futuro e até mesmo em filhos, Alvaro valorizou o enriquecimento cultural vivido em Houston. “Me encantaria dar a eles a experiência de uma viagem de intercâmbio. Neste curto tempo que estivemos lá, valorizei muito isso”.

María Paula, por sua vez, aprendeu com essa medalha de ouro que “quando uma pessoa realmente quer, pode. Depende da própria pessoa superar as metas”, esta é a mensagem que tem para quem a acompanha, além de que “a ciência não é essa ciência chata que todos creem”.

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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