‘É nosso dever absoluto tratar de manter a vida humana’, diz Filártiga

Filártiga
Joel Holden Filártiga Ferreira, um dos grandes personagens da história do Paraguai.

Fonte: entrevista concedida a Tácito Loureiro e publicada no periódico eletrônico Dourados Agora.
Link: http://www.douradosagora.com.br/noticias/entretenimento/e-nosso-dever-absoluto-tratar-de-manter-a-vida-humana-diz-filartiga

Joel Holden Filártiga Ferreira, um dos grandes personagens da história do Paraguai. Médico de profissão. Nasceu em uma família rica e dedicou a vida aos pobres. Artista plástico consagrado, realizou exposições nacionais e internacionais. Mostrou a arte que produz em renomadas universidades do mundo, tais como: Universidade Harvard, Universidade de Cambridge, Universidade Nacional Autônoma do México, e outras.

Foi líder estudantil. Lutou contra os 35 anos de ditadura de Alfredo Stroessner. Preso e torturado, por diversas vezes. Perdeu o filho Joelito, torturado e morto pela ditadura paraguaia. O fato ganhou repercussão internacional. Deu origem inclusive ao filme “Homem de guerra” (informações: http://www.interfilmes.com/filme_17625_homem.de.guerra.html), no qual o ator Anthony Hopkins interpreta Joelito Filártiga, e mostra a tragédia que sofreu a família deste. Contribuiu ainda para o nascimento de nova jurisprudência de Direitos Humanos no Alien Torts Claims Act (ATCA), nos Estados Unidos.

Atualmente, Dr. Joelito Filártiga vive em Assunção-PY. Dedica-se à Medicina (todos os dias da semana), à pintura, à escrita de livros, a palestras, exposições, e principalmente, enquanto ecologista, luta contra o cultivo dos alimentos transgênicos.

O Paraguai parece guardar ainda fortes resquícios do longo período que viveu de ditadura militar. Prova disso é que até hoje a familia Filártiga não foi indenizada pelo Estado Paraguaio. O assassino do filho de Joelito Filártiga (condenado pela Justiça dos EUA), permanece livre em Assunção-PY. A insegurança e a falta de democracia plena no país pode afastar os investidores estrangeiros (institucionais e individuais). Um dos maiores desafios é implantar a cultura de respeito aos Direitos Humanos no país.

Nesta entrevista inédita, Dr. Joelito Filártiga se apresenta à sociedade brasileira e, em especial, sul-mato-grossense.

Tácito Loureiro – Quem é Joel Holden Filártiga Ferreira?

JHFF – Eu nasci em 1932, em Ybytymí-PY (em um povo do Departamento de Guairá). Estudei na Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Assunção (UNA). Quando estava para emigrar e trabalhar em Anatomia Patológica na Universidade de Annabor, em Michigan-EUA, optei por ficar no Paraguai e trabalhar no campo. Atender a um povo distante 167km de Assunção, em Mbuyapey (onde era necessário um médico).

O meu trabalho foi de uma utilidade extraordinária e comecei a tomar consciência que sem uma mudança de estrutura social pouco pode se fazer em Saúde Pública. Comecei estudar Ciências Políticas e, como anteriormente havia estudado Filosofia na UNA, aprofundei meus estudos de Sociologia e tomei consciência: o Paraguai não havia chegado à Revolução Liberal e vivíamos em pleno Feudalismo, com caudilhos políticos de uma oligarquia e grandes latifundiários, verdadeiros senhores feudais.

Tácito Loureiro: E a política?

JHFF – Em 1955, trabalhei em uma campanha pelo desarmamento, pela Paz Mundial. Contra o uso de armas atômicas. De 1957 a 1959, como dirigente, Delegado de Curso e membro do Centro de Estudantes de Medicina, e delegado do Centro de Estudantes de Medicina (CEM), diante da Federação Universitária do Paraguai (FEU), participei de grandes mobilizações contra o governo que interveio na Faculdade de Medicina da UNA e acabou com a autonomia universitária.

Fui preso e torturado em três ocasiões, apesar da amizade do ditador Stroessner com a minha família paterna. Preso em outras treze ocasiões. Torturado mais algumas vezes quando trabalhava como médico nas localidades de Mbuyapey e Ybycuí. Em 1976, na cidade de Assunção, o meu filho Joel Hugo Filártiga, mais conhecido como “Joelito” (o único filho homem que tive) foi sequestrado por agentes da ditadura e morto em bárbara tortura (com golpes de instrumentos cortantes e queimaduras pelo corpo todo).

Informações sobre o caso são encontradas no “Arquivo do Terror”, em Assunção-PY; no Centro de Direitos Constitucionais, em Nova York-EUA (The Center for Constitutional Rights – CCR); em páginas da Internet, tais como:

a) http://www.portalguarani.com/autores_detalles.php?id=1165

b) http://www.portalguarani.com/autores_detalles_exposiciones.php?id=115

c) http://www.breakingsilence.us/

d) http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2011/apr/04/us-constitution-and-civil-liberties-us-supreme-court

e) http://www.tni.org/es/node/70678

f) http://www.portalguarani.com/obras_autores_detalles.php?id_obras=11149

Em 1980, fundei o “Hospital A Esperança”, na cidade de Assunção. Dividia o meu trabalho entre as cidades de Ybycuí e Assunção, com a ajuda de outros médicos. Atendia em ambos os lugares e viajava para os Estados Unidos devido à demanda judicial relacionada com a morte do meu filho.

O chefe da polícia ditadorial paraguaia, Américo Peña Irala (o criminoso e torturador do meu filho), fugiu para Nova York. Consegui que ele fosse preso e submetido à Justiça norte-americana (com o uso de uma jurisprudência de séculos atrás).

A partir do caso, nasceu uma nova jurisprudência contra a tortura. Tem sido utilizada no mundo todo. A nova jurisprudência, o Ato de Reivindicações de Injúrias Estrangeiras (ACTA), foi usada em múltiplos casos, pois fornece aos tribunais dos EUA jurisdição sobre qualquer ação civil contra estrangeiros, por injúrias cometidas em violação aos Direitos Humanos ou Tratados Internacionais que os Estados Unidos tenham feito adesão.

Tácito Loureiro – Onde o senhor está hoje? O que faz atualmente?

JHFF – Estou em Assunção onde trabalho intensamente como médico. Desenho e pinto obras plásticas onde traduzo a luta e esperança do meu povo sofrido. Escrevo livros, ensaios. O último deles se chama “Guerra bioalimentária/Guerra Biotecnológica: projeto soja”. Escrevo poesias (destaco o meu livro “Canto ao marinheiro paranóico”). É possível encontrar maiores informações sobre mim no Portal Guarani e em outras páginas na Internet como, por exemplo:

a) http://www.portalguarani.com/autores_detalles.php?id=115

b) http://www.portalguarani.com/autores_detalles.php?id=416

c) http://www.edupratt.com/autores_detalles_obras.php?&pp=18&id=115&ini=0&fin=1.67&ult

Tácito Loureiro – Qual é o título do livro mais importante que leu? Por quê?

JHFF – Eu gosto da “Bíblia” pela sua poesia e por ser documento da história da humanidade e das pessoas em um tom surrealista. Mas não creio que seja a mensagem de Deus (ele não necessita de palavras para se expressar já que toda a criação é sua expressão). Estudando-a estamos recebendo sua mensagem. Bacana o que não a recebe, o que crê apenas em uma imagem e cultiva sua conversação pessoal e egoísta com Ele, o que crê que é um Deus Verdadeiro que salvará sua alma.

A Deus não importa as pessoas, mas sim os povos! Por Ele a salvação será coletiva ou não haverá. Nunca nos salvaremos sozinhos, egoisticamente! Um a um. A salvação será um ato coletivo. Hoje, a máxima expressão do egoísmo – o desenvolvimento capitalista – está em crise. Outro mundo é possível! Cabe a nós conquistá-lo! Outra bíblia importante é o livro “O capital”, escrito por Karl Marx (todos os volumes desta obra dele dizem algo importante, como mensagem ou confissão).

Tácito Loureiro – O melhor filme que assistiu…

JHFF – Gosto de vários: “E o vento levou”, “Sem Novidades no front”, “Por quem os sinos dobram”, “Arroz amargo”, “Roma, Cidade Aberta”, “Desfile de candilejas”, “Um bonde chamado desejo”, “O último tango em Paris”, “O tambor de lata”, “Cidadão Kane”, os filmes de Charles Chaplin e Luis Buñuel. Eu gosto destes filmes pela fantasia, tradução do amor e esperança que passam. Pela ironia. Porque nos dão uma vida que já não existe mais e saudades. Por traduzirem o que vivemos pela noite quando sonhamos o mundo irreal, perfeito e irrealizável.

Tácito Loureiro – O quê diz da vida?

JHFF – Creio que a vida é expressão de uma grande força de amor e que por dialética a dor forma parte intrínseca desta, e que o ódio não existe senão como valor algébrico do amor (seu lado ruim). Ou seja, um amor com signo ruim que por dialética traz em si algo positivo. Tudo na vida se molda e se vai sem voltar nunca mais. Mas há beleza na vida, apesar da dor e do amor.

Tácito Loureiro – O que considera mais belo nas pessoas?

JHFF – A fidelidade, a integridade, atuar sem ser um falso personagem. A tenacidade, a honradez, a modéstia e o sentimento quase indígena de pertencer a uma tribo solidária.

Tácito Loureiro – Pode resumir a sua vida em poucas palavras?

JHFF – Amor, luta, esperança.

Tácito Loureiro – A maior preocupação atual…

JHFF – A sobrevivência da vida em nosso Planeta. É nosso dever absoluto tratar de manter a vida humana. Mas a loucura capitalista leva a humanidade ao despenhadeiro. Nosso mais nobre dever é lutar contra essa diabólica força.

Tácito Loureiro – A coisa mais bela…

JHFF – Muitas, mas não palpáveis. Por serem sentimentos, idéias, esperanças, obras de arte, músicas. O exemplo do argentino Che Guevara em seu sacrifício pelos povos oprimidos. Os paraguaios Mariscal Solano Lopez, em Cerro Corá-PY e o grande íntegro José Gaspar Rodríguez de Francia. O sacrifício do venezuelano Simón Bolívar, do cubano José Martí, e de tantos outros.

Tácito Loureiro – As piores tragédias…

JHFF – Os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki. Os últimos e penúltimos crimes do Império Criminal (Estados Unidos), o sofrimento do povo palestino, iraquiano, líbio, e as mortes repressivas das ditaduras favoráveis aos Estados Unidos em toda a América Latina, e entre elas as mortes de Fabricio Ojeda, Vladimir Herzog, Carlos Lamarca, Soledad Barret Viedma, Joelito Filartiga, Antonio Alonso Ramirez, Agapito Valiente, Capitão Talavera, e outros.

Tácito Loureiro – O Estado Paraguaio pagou alguma indenização pela morte do seu filho Joelito?

JHFF – Até agora não temos conseguido cobrar. Porque há um Poder Judiciário muito corrupto no Paraguai.

O martírio de Joelito
Obra: O martírio de Joelito

Tácito Loureiro – Sente-se seguro hoje no Paraguai?

JHFF – Não me sinto seguro, já que estou revelando com meus estudos os efeitos ruins dos alimentos baseados no cultivo dos transgênicos e do uso desenfreado de agrotóxicos. Produzem grandes doenças: AIDS, doenças endócrinas, disrupção das ondas cerebrais, loucura súbita e passageira, suicídios e assassinatos inexplicáveis, Parkinson, Alzheimer, escleroses em placas, e outras. As multinacionais são poderosas e criminosas. Tenho medo!

Tácito Loureiro – Quais são as pessoas que mais influenciaram sua vida?

JHFF – Os heróis nacionais (Solano Lopez, Gaspar de Francia). Túpac Amaruc, Solano José Francisco de San Martín y Matorras, Che Guevara, Augusto César Sandino, Emiliano Zapata Salazar, Pancho Villa, Luís Carlos Prestes.

Tácito Loureiro – Qual ideologia lhe inspira?

JHFF – O materialismo dialético, bem como os pensamentos de José Carlos Mariátegui, Mao Tsé-Tung, Ho Chi Minh.

Tácito Loureiro – Marxismo no Paraguai!?

JHFF – Foi muito cultivado no país. Nesse sentido, centenas de marxistas paraguaios foram mortos, torturados, enterrados. Toda uma geração dos melhores filhos da minha pátria foram mortos. Mas os pensamentos dos mortos e as suas sementes estão germinando em uma interessante juventude. Creio que em 10 ou 15 anos ela estará pronta para tomar o posto dos ausentes mortos.

Tácito Loureiro – Como vê governo do Presidente do Paraguai Fernando Lugo?

JHFF – Perplexo, por ser inexplicável a oportunidade perdida. Fernando Lugo e seu falso centrismo é uma grande farsa criada pela Agência Central de Inteligência (CIA). Seria uma excelente piada carnavalesca, mas não quando se joga o destino de um país sobrevivente em uma etapa trágica da história dele.

Tácito Loureiro – Por que construir uma nova alternativa ao Capitalismo? Como está o Socialismo no Paraguai?

JHFF – O Capitalismo, se o mundo sobreviver, será uma triste pré-história. O único Socialismo no Paraguai é aquele fabricado e falsificado pela CIA. Mas os milagres existem, e creio que recebemos bendições (exemplo: o da Virgem Aparecida), e haverão milagres.

Tácito Loureiro – Você é pintor?

JHFF – Tenho uma longa história como artista plástico, gravador. Pinturas e desenhos expostos na Argentina, na Bienal de São Paulo, no México, nos Estados Unidos. Obras que traduzem a dor, a luta e a esperança do meu povo e da nossa América. Pois devemos nos unir para juntos realizarmos o que devemos ser: a realidade de outro mundo, distinto do atual e possível. Um mundo mais amável e fraterno.

Tácito Loureiro – Escreveu livros…

JHFF – Muitos. Vários deles em co-autoria com o escritor Luis Agüero Wagner: “Apocalipse eco-ambiental”, “A festa do tiranossauro”, “A incrível história de Jorge W. Arbusto”, “O Napoleão de lata”, e livros de poesias (“Canto”, “Salmos”, “Canto ao marinheiro paranóico”). Além de muitas poesias soltas e publicadas em revistas e antologias de outros países. Constituem sublimação de desejos veementes, alegrias, dores pessoais e coletivas.

Tácito Loureiro – No Paraguai existe hoje em dia uma luta de guerrilha ou luta trabalhadora de massas?

JHFF – Não enquanto tal. Mas a polarização das forças sociais é grave. A pressão dela poderá explodir a qualquer momento.

Tácito Loureiro – Qual contribuição válida a comunidade internacional pode lhe dar?

JHFF – A contribuição é ruim. Porque o Império Criminal (Estados Unidos) pesa direta ou indiretamente.

Tácito Loureiro – Tem alguma mensagem ou chamado à comunidade internacional?

JHFF – A comunidade internacional até agora não deu ajuda alguma. Mas a nova Comunidade Sul-Americana de Nações (UNASUR) nos dará oportunidade de libertação à agonia do sistema capitalista.

Tácito Loureiro – Conhece o Brasil? Alguma mensagem à comunidade brasileira?

JHFF – O Brasil é um grande país. Tem um grande povo. Uma rica cultura. Mas a presença de brasiguaios cultivando soja e arroz transgênicos no Paraguai, e usando em quantidade demencial agrotóxicos, desmatando grandes territórios, nos preocupa. Temenos pela nossa soberania! Existe a má experiência do Brasil com a Bolívia, pelo território do Acre perdido pela Bolívia (o qual passou a ser brasileiro). Esperamos que no Brasil o governo seja de uma verdadeira democracia popular, já que as forças oligárquicas sempre têm sede imperial e necessitam de vizinhos subjulgados. Temos más recordações de governos militares brasileiros, e seus golpes de Estado.

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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