“Quando subo no palco, sinto que todo o Paraguai está conosco”

Entrevista com Miguel Angel Cantero, integrante do grupo de dança paraguaia Alma Guarani.

Por Paulo Mortari A. Correa, outubro de 2014.

Deve haver algo de muito profundo e transcendental que nos inspira a movimentarmos nossos corpos dessa forma. Talvez sejam as reações químico-fisiológicas que ocorrem em nosso interior quando o fazemos. Ou, talvez, seja o prazer de se entrar em sintonia com algo que está fora (ou dentro?) de nós mesmos. Isso se, na verdade, não for coisa muito mais simples e genuína, que, por assim ser, nem valha a pena definirmos.

Sendo, eu, apenas um leigo espectador, somente posso fazer suposições a respeito do que motiva alguém a dançar. Porém, daqui do lado de quem vê, tenho, também, minhas certezas. Sei que há dançarinos que, sem transgredir os limites físicos do palco, transgredem as fronteiras de nações e corações. Chegam longe assim, mesmo. E sei que há gente que carrega muito mais do que seu próprio corpo quando dança.

Sinto ser esse o caso dos mais de trinta integrantes do grupo Alma Guarani, que, há quase vinte anos, se dedicam a dançar ritmos paraguaios em palcos brasileiros. Uma dessas pessoas é Miguel Angel Cantero, jovem de apenas 23 anos, que, gentilmente, e como tributo àqueles que o receberam há três anos, nos concedeu uma entrevista sobre a trajetória do grupo e seu ingresso a ele. O resultado dessa conversa é o que se vê nas próximas linhas.

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Parte do grupo Alma Guarani, em seus trajes típicos. Foto: gentileza.

Da concepção ao irromper da Alma

No início da década de 1990, no marco das festividades culturais promovidas pela Pastoral do Migrante da cidade de São Paulo, um grupo de imigrantes paraguaios decidiu se reunir para representar sua nação na ocasião, escolhendo como meio para tanto a dança. Contudo, o que era para ser apenas uma breve experiência acabou se estendendo para além de quaisquer expectativas.

“Depois daquele evento, foram surgindo novos convites para apresentações. E o resultado é que o grupo está aí até hoje”, resgata Miguel Angel Cantero, um dos mais de 30 integrantes que, hoje, compõem o Grupo Folklórico Alma Guarani. Apesar de não figurar entre os membros originários, o jovem conhece bem a história que precede seu ingresso: “No início, o grupo se chamava Renascer. Só depois, no começo dos anos 2000, é que mudaram o nome para Alma Guarani”.

Conta-nos Angel que, ao longo dos anos, não apenas paraguaios integraram o grupo, mas, também, pessoas de outras nacionalidades, como argentinos, peruanos e bolivianos, além dos próprios brasileiros, algo que persiste até hoje. Sobre o que parece tê-los motivado, diz o jovem: “Todos os estrangeiros que entram dizem que a cultura paraguaia é muito bonita, que querem conhecê-la melhor e que adoram dançar os ritmos paraguaios”.

E se há gente de diversas nacionalidades, há, também, de diversas idades, como explica Angel: “No grupo, além dos adultos, há crianças, algumas de 7, 8 anos. O mais novo é um brasileirinho de 4 anos. Já dança muito bem!”. É, certamente, um grupo de braços abertos, disposto a receber qualquer pessoa que se interesse pela dança paraguaia.

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Um movimento a dois. Foto: gentileza.

A rotina da dança, por amor e vocação

O Alma Guarani geralmente se apresenta em São Paulo, tanto na capital como em cidades próximas, no interior do estado. Porém, Angel esclarece que todos os integrantes são voluntários, já que não costumam receber nada por suas apresentações – a única coisa que se pede é uma ajuda de custo com o transporte e, se possível, o provimento de um lanche para todos os dançarinos. Por isso, é preciso sempre conciliar a rotina pessoal e laboral de cada um com a atribulada agenda do grupo: “Já recebemos convites para irmos mais longe, mas como a maior parte dos integrantes trabalha, não dá para fazermos isso”.

Desse modo, os ensaios do grupo costumam se dar aos domingos, quando há maior disponibilidade por parte de todos. Neles, há uma separação entre as crianças e os adultos, com coreografias distintas para cada um. “Nas apresentações, há duas coreografias que os adultos dançam com as crianças, mas elas só fazem a abertura. Depois, quando entram os adultos, elas saem”, elucida Angel. Ao todo, são realizadas oito coreografias diferentes nos eventos dos quais participam. Somente nas festividades relacionadas à Virgem de Caacupé (padroeira do Paraguai), ocorridas em dezembro, é que se apresenta uma coreografia específica, distinta das demais exibidas ao longo do ano.

Com relação às vestimentas típicas usadas na dança, tanto as roupas dos homens quanto a das mulheres vêm do Paraguai, sendo comumente confeccionadas à mão com tecidos típicos do país, em especial, o ñanduti (que, em guarani, significa “teia-de-aranha”) e o aó po’i (“roupa fina”, no mesmo idioma). Tudo é adquirido com dinheiro arrecadado através de atividades como bingos e vendas de comida, ou por meio de doações da comunidade paraguaia e dos próprios brasileiros.

Sobre os ritmos musicais dançados, o principal é a polca paraguaia. Como explica Angel, “a polca é um ritmo que nasceu na Europa, mas, quando chegou ao Paraguai, ganhou um toque especial nosso, misturando-se com a alegria do povo paraguaio e com alguns passos que já fazíamos”. São exemplos de canções presentes nas apresentações La Mercedita, La Naranjera e Karretavy, todas parte do cancioneiro popular paraguaio.

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Saudações aos espectadores. Foto: gentileza.

Reconhecimento do público brasileiro

Quando indagado sobre a receptividade do público brasileiro à dança paraguaia, Angel diz: “A recepção é muito boa. Quando fazemos a apresentação, nos aplaudem, gritam… Depois que descemos do palco, geralmente se aproximam da gente, conversam, fazem perguntas… A maioria gosta muito”.

Pergunto-lhe, ainda, se as pessoas costumam participar do espetáculo, ao que ele responde: “Há apresentações em que nem existe um palco. Então, entramos em meio às pessoas e logo as colocamos para dançar. E assim, eles vão nos conhecendo melhor também”.

Por fim, quando pergunto se os brasileiros parecem surpresos após as apresentações – já que, em meu imaginário, a dança paraguaia não parece ser tão conhecida por aqui –, Angel confirma: “A verdade é que sim, se surpreendem. Se surpreendem com tudo. Mas há algumas coreografias em específico, com as meninas, que costumam chamar mais a atenção. Uma delas é ‘La Galopera’, que se dança com um cântaro na cabeça”.

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A esperada dança das meninas, com seus cântaros equilibrados na cabeça. Foto: gentileza.

Sobre essa canção, Angel conta que os músicos Chitãozinho e Xororó, em 2013, convidaram as meninas do grupo para filmar sua performance. Desde então, quase sempre que a dupla sertaneja executa nos shows sua versão de “Galopeira”, exibe-se em um telão no placo o vídeo das meninas do Alma Guarani dançando, com seus cântaros de barro equilibrados na cabeça. Esse é um dos símbolos do reconhecimento dos brasileiros ao trabalho do grupo e à dança paraguaia.

Interpretação de Chitãozinho e Xororó para a versão em português de “Galopeira”, com as meninas do Alma Guarani em uma projeção ao fundo.

Angel Cantero e os difíceis passos até a dança

Angel já está no grupo há três anos e, no Brasil, há quatro. Sua trajetória até aqui, no entanto, não foi nada fácil, assim como não o tem sido sua vida nestas terras tão cheias de sonhos e desilusões.

Deixando o Paraguai às costas

O jovem, hoje com 23 anos, nasceu no interior do departamento paraguaio de Concepción, fronteiriço com o estado de Mato Grosso do Sul. Quando pequeno, viveu com a mãe e a avó na cidade de Villeta, localizada na grande Asunción (capital do Paraguai), mudando-se com a primeira, posteriormente, para Areguá, também na região. Entretanto, por desentendimentos familiares – sobretudo com relação a seu padrasto –, Angel decidiu tomar uma atitude radical em sua vida: aos treze anos de idade, recolheu os poucos pertences que tinha e se mudou, sozinho, para San Lorenzo, vizinha à cidade em que, antes, residia.

Lá, começou a trabalhar em supermercados, onde ajudava a transportar os produtos que os clientes adquiriam. “Carregava as sacolas de compra das pessoas e as levava até o carro, o táxi ou o ônibus. Por anos, trabalhei assim”, conta Angel. Tempos depois, quando já tinha 17 anos, seu primo o chamou para ajudá-lo na loja de bebidas que tinha. A parceria continuou depois que, após dois anos, o primo abriu uma pizzaria.

Porém, em 2010, Angel passou a ter alguns problemas com esse parente, o que o levou a deixar o negócio. Desempregado e sem perspectivas de vida, iniciou-se para ele uma fase complicada. “O problema, para mim, foi grave. Começou um período muito difícil para mim. Não queria saber de ninguém nem de nada”, desabafa.

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Angel Cantero e Patrícia Rivarola, uma das diretoras do grupo. Dança que se compartilha. Foto: gentileza.

Seu ânimo só se modificou quando conheceu um amigo de seu irmão, que veio do Brasil para passar férias no Paraguai. “Quando o conheci, comecei a perguntar como era o Brasil, e ele me disse maravilhas, até que me convidou para ir para lá. Eu não pensei duas vezes: aceitei”, relata Angel. “Eu até poderia ter ficado no Paraguai, mas não queria. Queria algo novo para a minha vida”, complementa.

De acordo com o que haviam combinado, o novo conhecido ligaria para ele quando chegasse ao Brasil. No entanto, os dias foram passando, e o esperado contato não era feito. Ao mesmo tempo, crescia em Angel a ansiedade por viajar ao Brasil. Foi, então, que o jovem tomou outra decisão radical em sua vida. “Ele [o amigo do irmão] tinha me deixado um número de contato, mas quando decidi ligar, vi que já não era mais aquele número. Então, decidi vir ao Brasil sozinho mesmo. Vendi algumas coisas minhas para comprar a passagem de ônibus. Como ele também já tinha me orientado sobre como viajar, eu já tinha uma ideia de como ir”, conta.

A ida à sua esperada “terra sem mal”

Assim, em um dia de janeiro de 2011, Angel tomou um coletivo em Asunción rumo à capital paulista. Entretanto, no meio do percurso, houve um problema (que ele não soube dizer qual era), e todos os passageiros tiveram que descer em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil. No posto aduaneiro, Angel se dirigiu a um policial, perguntando onde poderia embarcar para ir a São Paulo. Percebendo que se tratava de um jovem sem documentos para viajar, o agente não lhe deu permissão para seguir, solicitando sua saída do local. “Ainda tentei pegar um táxi e passar de novo pelo posto [alfandegário], para pegar o ônibus em Foz do Iguaçu, mas, de novo, não consegui”, lembra.

O mesmo taxista que havia tentado ajudá-lo lhe indicou um hotel em Ciudad del Este para que passasse a noite, acordando com ele que, no dia seguinte, no começo da manhã, passaria lá para buscá-lo e tentar cruzar a fronteira novamente. E foi exatamente o que aconteceu. “Às seis da manhã, o taxista foi me buscar. Tomei banho, me troquei e fomos embora. E, por sorte, os policiais não estavam mais lá na fronteira. Pudemos passar, tranquilos”, diz o jovem.

Já em Foz do Iguaçu, Angel comprou outra passagem para São Paulo, embarcando com esse destino às cinco da tarde do mesmo dia. O problema, porém, é que ele não havia se dado conta de que as orientações passadas por seu amigo em Asunción valiam para o ônibus que ele tomaria lá, e não para esse em que embarcara, no Brasil. “Meu amigo me havia dito para pegar o ônibus e descer na última parada. Só que eu não me dei conta de que estava em outro ônibus e que aquelas instruções não valiam para ele. Então, acabei descendo na estação da Barra Funda, aonde eu não planejava ir”, relembra.

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Angel Cantero, antes de uma apresentação. Foto: gentileza.

Sem saber bem onde estava, a primeira coisa que Angel tentou fazer foi telefonar para seu amigo, o que, novamente, não deu certo. Apreensivo, ele decidiu sair do terminal de ônibus e ir almoçar em um restaurante próximo. Ali, deparou-se com um aviso de que necessitavam de um ajudante de cozinheiro. “A essa altura, já estava arrependido de ter vindo ao Brasil. Então, como não tinha trabalho nem lugar para ficar, a única coisa que pensei foi em conseguir aquele emprego, para juntar um dinheiro e voltar ao Paraguai”, confessa.

Com essa ideia em mente, Angel buscou conversar com o cozinheiro do estabelecimento, usando uma mistura de castelhano com o pouquíssimo português que conhecia. Felizmente, ele o entendeu, e logo chamou seu patrão. Este, contudo, disse que, por aquele ser um restaurante de grande porte, ele não poderia empregar alguém sem documentação regular, ainda que o desejasse.

Um tanto mais desapontado, Angel se sentou em uma mesa por lá para almoçar. Neste instante, uma jornalista de uma emissora de televisão situada próxima dali entrou no local e começou a conversar com o cozinheiro, que lhe contou sobre a situação do jovem paraguaio. Ela, interessada em ajudar de alguma forma, se aproximou de Angel e começou a conversar, como ele relata: “Contei a ela tudo o que estava acontecendo comigo. E ela se propôs a me ajudar. Achou o telefone do consulado do Paraguai aqui de São Paulo e contou toda a minha história para a pessoa do outro lado da linha. Quando desligou, disse que um motorista do consulado ia me buscar para ver o que poderia ser feito”.

Ele e a jornalista, assim, se dirigiram até a emissora de televisão, onde deveriam esperar pelo motorista do consulado. A partir de então, a sorte de Angel parecia estar mudando. “Quando o motorista chegou, começou a falar em guarani comigo. E neste instante, finalmente, senti um grande alívio!”, lembra, revivendo o momento.

A vida em São Paulo

No consulado, a primeira coisa que tentaram fazer foi entrar em contato com o amigo de Angel, o que, outra vez, não deu certo. Diante disso, a cônsul lhe disse que arrumariam um lugar para ele passar a noite, até que conseguissem entrar em contato com seu amigo e, enfim, resolver a situação.

O mesmo motorista, então, levou Angel à casa de um amigo paraguaio, casado com uma brasileira, no bairro do Bom Retiro, região central da cidade. “Passei a noite lá. Contei a eles minha história, comemos chipa e empanada… E ele, que é cantor de música paraguaia, cantou para nós. Até me emocionei, de tão bem recebido que fui”, relembra Angel, como se falasse da própria família.

No dia seguinte, finalmente, conseguiram contatar seu amigo, após obter o número correto através de seu irmão, no Paraguai. Com o endereço em mãos, Angel se dirigiu até sua casa, onde moraria por pouco mais de duas semanas.

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Uma celebração à nação paraguaia. Foto: gentileza.

A partir de então, Angel passou a buscar emprego, tarefa que, contudo, foi mais difícil do que imaginava. “Primeiro, tentei trabalhar como ajudante de pedreiro, mas, sabe, aqui há muita gente que se aproveita. E, apesar de eu não saber bem como funcionavam as coisas no Brasil, sabia que aquilo não era correto”, revela o jovem. Depois, acabou arrumando um trabalho no ramo da costura, também no bairro do Bom Retiro, onde trabalhavam alguns conterrâneos seus. “Quando estava no Paraguai, nem sabia que havia homens paraguaios costurando aqui no Brasil”, confessa.

Seu primeiro salário foi de exatos 170 reais, dinheiro que, embora ínfimo, era sua única esperança de se manter e conseguir, em algum tempo, comprar sua passagem de volta ao seu país. Embora tivesse contado com a ajuda e a boa vontade de alguns brasileiros, a verdade é que Angel não esperava enfrentar tantas dificuldades na terra que, a ele, parecia tão promissora.

Uma segunda chance

Apesar de não ter feito grandes economias, Angel conseguiu, ao final daquele ano, ter em mãos o suficiente para voltar ao Paraguai. Assim, na época das festas de natal e fim de ano, ele foi à casa de sua mãe, em Areguá, a quem fazia muito tempo que não via. Chegara com apenas cem reais no bolso.

Mas, para grande surpresa, Angel não conseguiu passar muito tempo em seu próprio país, regressando ao Brasil logo em janeiro. “Decidi voltar ao Brasil porque, apesar de tudo, estava ganhando um pouquinho mais quando saí e tinha a promessa de isso só melhorar”, esclarece.

Ao longo da conversa, entretanto, descubro que havia outro fator que influenciava sua decisão. No final do ano anterior, na época das festividades da Virgem de Caacupé, pouco antes de sair do Brasil, Angel tivera seu primeiro contato com o grupo Alma Guarani. E prontamente se apaixonou. “Assim que os conheci, pensei: ‘eu quero dançar!’. Então, assim que voltei do Paraguai, já entrei em contato com Patrícia Rivarola e Patrícia Villaverde [diretoras do grupo], e, para minha felicidade, elas disseram: ‘pode vir, o grupo está aberto!’. Elas me passaram o endereço deles e eu fui para lá. Gostei muito. Havia muitos jovens… E fui muito bem recebido, só tenho a agradecer”, conta Angel, que, devo explicitar, dedica todo seu relato ao grupo, em reverência à afetuosidade com a que foi, nele, recebido.

Curiosamente, Angel nunca havia participado de nenhum grupo de dança antes de entrar para o Alma Guarani, a não ser na escola primária, onde os estudantes costumam ter aulas regulares. “Sempre tive interesse pela dança, especialmente a paraguaia, mas só fui realmente participar de um grupo de dança aqui no Brasil”, explica o jovem.

Quando questionado sobre o que a dança representa em sua vida, Angel responde, como porta-voz de um povo inteiro: “Quando subo no palco, sinto que todo o Paraguai está conosco”. E acrescenta: “Alguns amigos meus no Paraguai me dizem: ‘você é bobo. Por que não aproveita para descansar [ao invés de dançar]? Você não ganha nada com isso!’. E eu sempre respondo: ‘não ganho nada em dinheiro, mas ganho em conhecimento, representando vocês que são paraguaios, e em gosto pela dança’”.

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Um país e uma dança. Foto: gentileza.

O que fica do Brasil

Angel revela que, no começo do ano que vem, deve regressar ao Paraguai, dessa vez, para ficar. “Voltei a falar com meu primo. Planejo trabalhar com ele novamente e fazer minha vida no Paraguai”.

Ao final de nossa conversa, pergunto-lhe sobre suas impressões a respeito do Brasil, ao que ele responde, de início: “Quando vim pela primeira vez, devo confessar que tinha uma imagem ruim dos brasileiros. Pensava que eles eram maus, que não tinham respeito… No Paraguai, há um pouco desta imagem. Acho que isso é coisa da história”. Depois, ele julga suas próprias preconcepções: “Mas isso parece estar mudando por lá. E minha própria percepção sobre os brasileiros é muito diferente, agora. Na verdade, desde que conheci aquela jornalista que me ajudou quando cheguei, minha imagem mudou. Ela foi muito amável comigo. E depois encontrei várias pessoas assim. Então, a imagem dos brasileiros mudou muito para mim. Não foi o que me disseram lá, no Paraguai”. “Até acho que me diziam aquelas coisas para me dar medo, medo de ir para o outro lado”, disse, por fim, brincando, sem saber que, ao cruzar a ponte da amizade, naquele ano, estava ele construindo sua própria ponte. Com o mesmo nome.

Paulo e Angel 1

Angel e eu, após nossa conversa.

* * *

Apresentação do Grupo Folklórico Alma Guarani na Festa das Nações, em São Paulo, ocorrida no dia 24 de agosto de 2014:

Apresentação no Museu da Imigração, na 19ª Festa do Imigrante, ocorrida em 27 de agosto de 2014:

* * *

Contato com o Grupo Folklórico Alma Guarani

Por Facebook:

Grupo Folklórico Alma Guarani – Danza Paraguaya en Brasil (comunidade): https://www.facebook.com/almaguaranidanzaparaguayaenbrasil?fref=ts

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Sobre paraguaiteete

O Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete” nasceu em junho de 2009 em São Paulo, Brasil, da mão de admiradores da cultura guarani residentes nessa cidade para difundir a rica cultura da República do Paraguai. Dentre os principais objetivos do Núcleo, podemos destacar: 1. Gerar uma imagem diferente daquela que muitos brasileiros têm do país (como por exemplo, a ideia de que o Paraguai se reduz a Ciudad del Este) por meios de eventos culturais tais como apresentações de documentários, palestras, gastronomia, música e cursos. 2. Fortalecer a identidade cultural de paraguaios e descendentes residentes no Brasil por meio da difusão permanente da cultura e da língua Guarani. 3. Proporcionar espaços e contatos para os profissionais paraguaios das diferentes modalidades artísticas, dando-lhes a possibilidade de ter acesso ao rico circuito cultural brasileiro e, em contrapartida, oferecer a mesma oportunidade para brasileiros que queiram conhecer ou desfrutar da autêntica cultura paraguaia. 4. Defender a dignidade, a imagem e a história do Paraguai e dos seus descendentes perante situações discriminatórias, tratos pejorativos, piadas e chacotas que a mídia do Brasil vem produzindo constantemente. 5. Acionar a Polícia Federal contra criminoso que usam a internet para caluniar com comentários racistas que violem a Lei Nº 7.716/89: Art. 1° diz “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Assim como o Art. 20° que diz “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. El Núcleo en castellano: El Núcleo Cultural Guaraní "Paraguay Teete" nació en junio de 2009 en la ciudad de São Paulo, Brasil, de la mano de admiradores de la cultura guarani residentes en esta ciudad para difundir la rica cultura de la República del Paraguay. Entre los objetivos se encuentran: 1. Generar una imagen diferente de la que los brasileños tienen del país (entre otras ideas de que piensan que Paraguay se reduce a Ciudad del Este). 2. Fortalecer la identidad cultural del paraguayo y de sus desendientes residentes en el Brasil a través de la difusión permanente de la Cultura Guaraní resaltando siempre el idioma Guaraní. 3. Proporcionar espacios y contactos para los profesionales de las diferentes modalidades artísticas, dándoles la posibilidad de acceder al rico circuito cultural brasileño y a
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