Documentários

Todos os documentários e vídeos da lista foram autorizados pelos que possuem os diretos autorais e são de uso exclusivo do Núcleo nos seus eventos. Para exibir os documentários na sua escola, faculdade, comunidade, etc; entre em contato com os responsáveis do Núcleo.

Todos os audiovisuais, com exceção do primeiro estão em espanhol e guarani. Alguns legendados em português. 

OS PARAGUAIOS” (Marcelo Martinessi) 54’ legendada em português e dividido em cinco blocos.

  1. “La tierra sin mal”, ilustra a nação indígena.
  2. “Muero con mi patria”, fala das duas grandes guerras que teve o Paraguai: a Tríplice Aliança/Guerra do Paraguai e do Chaco.
  3. “Un país de mujeres”, foca a importância do labor da mulher paraguaia na reconstrução do país após a guerra e sua participação atual.
  4. “Una isla rodeada de tierra”, de como as ditaduras marcaram ao povo paraguaio.
  5. “Paraguay no es un país, es una obsesión”, filme em que Martinessi se refere ao Paraguai contemporâneo mostrando a diversidade que apresenta, com as distintas classes de cidadãos como imigrantes, camponeses, urbanos e índios.

 “Cada uma das cinco partes conta o passado e o presente. São individuais, mas têm relação uma com outra”, citou o diretor que leva anos de trabalho na profissão, com especializações na Inglaterra e na Espanha.

“MORRO COM MINHA PÁTRIA tinham sido as últimas palavras do Marechal López em 1870. Era o final da sangrenta guerra contra a Argentina, Brasil e Uruguai. López pensou que com sua morte, o Paraguai também deixaria de existir. Mas essa pátria sobreviveu, e continuou inventando ao longo de sua história heróis paternalistas que foram dando forma ao imaginário coletivo de Os Paraguaios. Desde a Nação Guarani até o Paraguai contemporâneo, Os Paraguaios vão desatando nós enigmáticos de uma realidade cheia de contrastes, em um país que tem tanto de real quanto de imaginário.”

OS PARAGUAIOS é uma iniciativa de TAL (Televisão América Latina) com sede em São Paulo. Foi financiada com apoio da Petrobras e com recursos da Ancine, fundo brasileiro de fomento ao audiovisual. Profissionais paraguaios e estrangeiros formaram parte da equipe de trabalho que percorreu vários pontos da geografia nacional ao longo de um mês e meio, em 2006. Os trabalhos de pós-produção e finalização de imagem foram levados a cabo em São Paulo, Brasil.

FICHA TÉCNICA: ROTEIRO E DIREÇÃO, MARCELO MARTINESSI; ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO E PRODUÇÃO, MAURÍCIO REAL; DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA, MARIANO KWELLER; SOM DIRETO E ASSISTÊNCIA DE CÂMERA, PABLO ARANDA; EDIÇÃO, FELIPE MACHADO; PRODUÇÃO EXECUTIVA, MALU VIANA BATISTA; COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO, CLARA RAMOS; PRODUÇÃO LOCAL, MARTA GILARDONI; MOTORISTA, BLAS SAMUDIO; CÂMERA ADICIONAL, ARNALDO MARECO; DESIGN GRÁFICO, DEBORAH GUERRA; TRADUÇÃO DO GUARANI, LEOPOLDINA VILLA; TRADUÇÃO AO FRANCÊS, CAROLINE NATALÍ; TRADUÇÃO AO INGLÊS, ANDREW LUCAS/MELI PEÑA.

OS PARAGUAIOS tem sido apresentado em FRANÇA

Festival de Biarritz / Seção Melhor Documentário Latino

CUBA: Festival do Novo Cinema Latinoamericano / Mostra

ÍNDIA: Mumbai International Film Festival / Seção Documentário

Além de apresentações especiais em mostras, congressos, simpósios e exposições de vários países onde o Paraguai tem delegações diplomáticas.

Soberania Violentada (Mariana Vázquez) 21’ Legendada em português.

Em princípios de 2007, várias organizações camponesas de diferentes distritos de San Pedro realizavam reuniões periódicas para enfrentar os sérios problemas que produzem o massivo avanço dos monocultivos transgênicos. Uma das ideias que tiveram para fazer conhecer sua realidade, aquela que a imprensa massiva não conhece, foi a realização de um material audiovisual sobre os casos específicos, já que os únicos materiais que conheciam acerca da soja transgênica são argentinos.

Em maio de 2007, Catalina Servín, quem trabalhava em Lima e acompanhava as reuniões, Arturo Peña e eu, contatados por ela, participamos da reunião na que fomos apresentados e nos disseram o que eles tinham para contar. No dia seguinte, começamos a gravação em Lima, depois fomos para Guayaibi e posteriormente para a cidade de Capiibary. Numa viagem seguinte estivemos em Gral. Resquín.

Os mesmos dirigentes camponeses foram nossos guias e entrevistadores, fizeram coletas para a gasolina e nos levavam de um lugar para o outro nos veículos que possuíam, na maioria dos casos, em motos. Também contribuíram com almoços e alojamento, nos que compartilharam suas experiências sobre a luta e resistência às grandes empresas que lhes dividem, desmatam seus bosques, contaminam os arroios e enfermam seus filhos.

Após visitar varias ONGs com nossas nove horas de entrevistas e imagens sem receber apoio nenhum para a edição do material, chegamos junto o Sr. Tomás Palau de BASE IS, quem nos apoiou com os fundos para pagar um editor e finalmente em julho começamos a montagem.

Soberania Violentada é um material concebido pelos camponeses, que sinceramente nos contam o que significa enxergar-se rodeados de um dia para o outro de tratores que desmatam os bosques da comunidade, de operários que limpam suas ferramentas impregnadas de veneno nos arroios e que finalmente são atravessados pelos agrotóxicos que utilizam os empresários –brasileiros em sua maior parte- para seus cultivos transgênicos (principalmente soja e atualmente milho).

A apresentação em Assunção foi multitudinária; para os líderes camponeses e membros das diversas organizações que compartilharam conosco suas tristes histórias transgênicas, foi gratificante já que enxergaram no audiovisual a ferramenta com a que podem mostrar diretamente seu cotidiano e gerar o debate tão necessário acerca deste tema que muitos desconhecemos.

Soberania violentada está legendada em alemão –gentileza de FDCL, Forschungs und Dokumentationszentrum Chile-Lateinamerika. Também foi traduzida e legendada em português e inglês.

Foi projetada em numerosas reuniões e atividades comunitárias em todo o interior do país, e em atividades universitárias e de alunos e professores de Ensino Médio.

Também formou parte da mostra Ta’anga, organizada pelo Centro Cultural El Cabildo.

Participou no Lateinamerika Film-Programm, do One World Berlin Filmfestival, em novembro de 2007.

Foi projetada na Universidade Humboldt, de Berlim, no mesmo ano.

Participou do 1º Festival “Otras Miradas” organizado pela CLACSO em 2008 e obteve uma menção especial e a inclusão na edição de uma compilação dos audiovisuais vencedores, de projeção itinerante.

Participou também da Mostra Oberá en Cortos, em Misiones, Argentina, em junho de 2008.

Também do Lateinamerika Filmfestival Münster, na Alemanha, em janeiro de 2009

Foi incluído na mostra OVNI 2009, a levar-se a cabo em Barcelona, Espanha em meados de maio do mesmo ano.

Partida (Marcelo Martinessi)14’

“Uma mirada profunda a um trabalho que não é considero trabalho: emprego doméstico remunerado no Paraguai.

Paraguai segundo Agustín Barrios (Marcelo M.)33’

“Paraguai segundo Agustín Barrios, uma viagem, um romance”, apresenta a guitarrista Berta Rojas interpretando as composições de Mangoré em diferentes lugares do país.

O novo audiovisual mostra os caminhos que o grande Agustín Pío Barrios percorreu pelo Paraguai. É uma maneira de devolver os sons criados por Barrios às paisagens mágicas do país, sua fonte de inspiração.

História de Tañarandy 2008 – San Ignacio Guazú (Manuel Cuenca)        31’

“Procissão a lo yma (antigo) pelo yvága rape (caminho ao céu) em Tañarandy (terra dos irredutíveis)”.

O material mostra esta peculiar maneira de viver a Sexta-Feira Santa em Tañarandy, um povoado da cidade de San Ignacio Guazú, Departamento de Misiones, onde a comunidade, há muitos anos é organizada pela fundação “La Barraca”, do artista plástico paraguaio Delfín “Koki” Ruiz.

Tañarandy é conhecida como a “terra dos irredutíveis”, o lugar de demônios e hereges, porque se refugiaram, na época dos jesuítas, os índios que se resistiam a serem submetidos e evangelizados.

Trabalhadores do rio (Miguel López). 11’45”

Paraguai, rio de olvido, caudal de esperanças (Gregory Schepard, Lucía Martín, Mariela Vilchez, Lucas, Keese Santos, Tatiana saltar, François Combin) 71’

Campanha de Fernando Lugo que derrubou 60 anos de hegemonia do Partido Colorado em Paraguai.

Réquiem por um soldado (Manuel Cuenca) 90’

História da Guerra do Chaco, que o Paraguai manteve com a Bolívia.

Em “Réquiem por um soldado”, idosos ex-combatentes da Guerra do Chaco (1932-35) vão aos cenários onde combateram em sua juventude. Em uma retrospectiva, um jovem oficial deixa sua namorada e seu irmão deficiente e se dirige ao front, onde –por ordem do chefe do exército em campanha- utiliza um túnel para atacar desde a retaguarda inimiga. Ferido, volta a sua cidade para se casar. Porém, sua vida correrá novamente perigo nos campos de batalha, nos trechos finais da guerra.

É uma história original de Augusto Giménez, dirigida por Galia Giménez e produzida por Manuel Cuenca, com a atuação de Manuel Rodríguez, Clara Benítez, Víctor Bobouth Chávez, Emilio Barreto e um elenco de mais de quinhentos atores e figurantes. Foi exibida nos festivais de cinema latinoamericano de Moscou, Washington, DC e Toulousse. Também foi projetada no Instituto de Estudos Latinoamericanos de Berlim e inaugurou a sala Mercosul de cinema do Senado Argentino em Buenos Aires. No Paraguai já superou recordes de anteriores filmes paraguaios como Cerro Corá através de apresentações em lugares alternativos em todo o país.

Guerra do Paraguai, versão argentina. “Alguma coisa fizeram” (Mario Pergolini) 22’

Batalha de Cerro Corá, fragmento do filme “Cerro Corá” (Guillermo Vera) 5’

Contradanza, os campos da guerra (Manuel Cuenca)90’

“Contradanza, os campos da guerra” dirigida por Manuel Cuenca, é uma recopilação de documentários realizados para a televisão paraguaia sobre a Guerra do Paraguai. 

Inicia-se com o romance do então Coronel Francisco Solano López de 18 anos com uma moradora da cidade de Pilar, Juanita Pesoa, de 16 anos. Começa a cortejar a moça dançando a popular “Contradanza”.

Na verdade, López tinha viajado à região sul do país para reforçar as fortificações perante o temor de uma invasão ao Paraguai.

A ação logo se translada a Humaitá, Quartel General do Marechal durante a guerra e depois aos campos de batalha, onde foi vivenciada a morte e destruição do país.

Começa então uma “Contradanza” trágica que muda o destino dos protagonistas. Esta produção de 90 minutos, mistura o gênero documentário com a ficção.

Os episódios de “Contradanza, os campos da guerra” foram exibidos em numerosas oportunidades na televisão paraguaia, onde se converteu em um clássico, e em inumeráveis projeções perante todo tipo de público em diversas cidades e regiões do país.

Os papéis protagônicos estão a cargo de jovens atores como Daniel Giménez (Marechal López), María Fernández (Juanita Pesoa) e Ruth Encina (Madame Lynch).

Todos os atores são oriundos do lugar, integrantes do Balé Municipal de Pilar, que em sua primeira atuação em câmeras, aceitaram o desafio de contar a história de sua região, vista por eles mesmos.

O diretor desta série é Manuel Cuenca, conhecido realizador e produtor de televisão e cinema no Paraguai.

Memórias de Dança (Juana Miranda) 68’

Histórias das professoras de dança clássica e moderna que teve o Paraguai.

Visão documentário sobre Lucio Aquino: “You can call me Lucio” (Juana Miranda y Noemí Vega) 19’

História de um artista plástico paraguaio chamado Lucio Aquino.

Igreja de San Carlos Borromeo, Ruínas de Humaitá (Mateo e Eduardo Nakayama – Associação Cultural “Manduarã” 8 min.

Homenagem em Acosta Ñu, a batalha das crianças (Manuel Cuenca) 16’

Amambay histórica (Manuel Cuenca) 27’

Mostra lugares históricos do Dpto. de Amambay

À procura de navios perdidos – Buque hospital Eponina (Manuel Cuenca, Associação Cultural Manduarã) 10’

Ator brasileiro Chico Díaz, filho do paraguaio Juan Díaz Bordenave (Manuel Cuenca) 3´30”

Vídeo turístico do Paraguai (Senatur)

“Paraguay Purahéi” – Karaoke – As canções mais tradicionais do Paraguai.

Paraguai, nós também podemos, de Emilio Cartoy Díaz (2008) Duração: 1 hora e 20 minutos. Legendas em português

O documentário está estruturado em sete capítulos independentes e complementares:

1. “Ára Pyahu (novos tempos)”, a atualidade do Paraguai durante os primeiros meses do governo de Lugo;

2. “Apogeu, hegemonia e queda dos colorados”; uma análise dos 61 anos do Partido Colorado no poder;

3. “O enigma econômico”, principais aspectos de uma das realidades econômicas mais singulares do mundo;

4. “Um inesperado Bispo vermelho”, o perfil de Fernando Lugo, sua aparição na cena pública;

5. “América Latina e uma mudança de época”, as relações do Paraguai com os países da região;

6. “Mobilização e participação popular”, o antes e o depois do shopping Ycuá Bolaños; e

7. “Próximos desafios e os primeiros conflitos”, a reforma estrutural do Estado paternalista por um Estado solidário e um movimento de mudança que não para.

Emilio Cartoy Díaz nasceu em Lugo, Espanha, e desde os 5 anos de idade reside na Argentina. Estudou no Instituto Cinematográfico de Avellaneda.

Segundo os responsáveis do documentário denominado, “Paraguai, nós também podemos” surge da necessidade de testemunhar o fim da mais eterna das ditaduras latinoamericanas e os primeiros passos de um processo de transformação de uma profundidade inédita na política do Paraguai do século XXI.

“Hoje o Paraguai está vivenciando um processo absolutamente novo, que tem gerado nas pessoas simples e comuns de seu povo, a esperança de um povo, o caminho percorrido que abriram as mudanças, sonhos, realidade, seus projetos, sua inserção nesta América que quer se pensar y se viver mais justa e solidária”, assinalam.
A ideia e realização geral correspondem a Emilio Cartoy Díaz e o roteiro e a direção, a Cristian Jure.

Terra Vermelha de Ramiro Gómez, 73 minutos (2006)   

Diretor: Ramiro Gómez

País: Paraguay

Título original: Tierra roja

Idioma original: Guaraní

Categoria: Documental

Formato: MINIDV

Tipo: Color

Duração: 73 m.

Ano de Produção: 2006

Produtora: Helvetas Paraguay

Produtor: Ramiro Gómez

Direção de Arte: Diego Volpe

Fotografia: Ramiro Gómez

Editor: Albert Giudici, Juan Aponte, Matías Gende, Luis María López

Títulos: Aníbal Ríos

Sinopse

Quatro famílias camponesas imersas na cotidianidade de suas vidas, interagindo com o espaço físico no campo: atmosferas e impressões que resgatam o lirismo subjacente do dia-a-dia. Histórias cheias de silêncio, ausências sempre presentes, de sonhos e cruzamentos, de vida, de morte e quimeras ocultas projetando-se na harmonia de uma natureza que entoa seu próprio canto.

Ramiro Gómez (Paraguai, 1977). Graduado da Faculdade de Meios de Comunicação do Instituto Superior de Arte (La Habana), tem realizado estudos complementares sobre roteiro cinematográfico (Educine, Brasil) e vídeo-jornalismo (Quito, Equador). FILMOGRAFIA: 1999: Paredes; 2001: El Rincón; 2005: Las Abejas; Buen Viaje; 2006: Tierra roja.

Frankfurt de Ramiro Gómez, 61 minutos (2008)

 Sinopse

Como acontecia em sua ópera prima Terra Vermelha, o grande protagonista do segundo longa-metragem de Ramiro Gómez não é outro senão o Paraguai.

Oblíquo, o título faz referencia à cidade alemã onde a seleção paraguaia de futebol foi eliminada do campeonato mundial de futebol, em 2006

Gómez leva sua câmera ao interior do país, onde os jogadores de uma liga camponesa seguem com fervor a passagem fugaz de seu time –que tinha despertado grandes ilusões durante as eliminatórias mas voltou a casa após duas derrotas consecutivas perante a Inglaterra e a Suécia, e o fraco consolo de uma vitória contra Trinidad e Tobago- pela máxima festa do esporte.

Sempre a discreta distancia, sem intervir, espectador dos espectadores, Gómez deixa que o contraste entre suas imagens e as que devolve a pequena televisão instalada sobre um armário se volte evidente por si próprio.

E que, enquanto os camponeses jogam às cartas, preparam a comida e, claro, correm atrás da bola, deixe-se ver o material de que estão feitas a identidade e as paixões de um povo.

Hamaca Paraguaya, de Paz Encina

“Hamaca paraguaya” está escrita e dirigida por Paz Encina e protagonizada por Ramón del Río e Georgina Genes. Levou o prêmio Fipresci da seção “Un certain regard” do Festival Internacional de Cinema de Cannes 2006 e participou na seção oficial do Festival Cinemas do Sul de Granada (Espanha) de 2007.

Ambientada em junho de 1935 durante as últimas horas da Guerra do Chaco, entre o Paraguai e a Bolívia, o filme conta a espera ao longo de todo um dia por parte de Ramón e Cándida, um casal de camponeses sexagenários, para ver se seu único filho volta ou não da guerra.

Sua característica mais interessante é que foi rodado em guarani.

“O guarani era a língua que falavam vários povos indígenas que habitavam a região do atual Paraguai antes da chegada dos espanhóis. Após um intenso processo de mestiçagem, o guarani passou a ser a língua da maioria dos paraguaios. Na atualidade, 27 % da população que somente fala guarani mora nas zonas rurais, e 59 % é bilíngue e fala tanto guarani quanto espanhol. Embora a Constituição paraguaia reconhece o guarani como língua oficial, não desfruta do mesmo tratamento que o espanhol e de fato, tem se convertido em causa de exclusão social e econômica.”

Paz Encina nasceu em Assunção, Paraguai, em 1971. Em 1996, entrou na Escola de Cinematografia onde fez o doutorado em cinematografia (2001).  Após varias curtas, retoma com sua primeira longa, “Hamaca Paraguaya”, uma ideia já exposta em uma curta homônima. Esta co-produção hispano-franco-paraguaia foi premiada pela crítica internacional no festival de Cannes.

Paz Encina escreve sobre “Hamaca paraguaya”

Quando falo de silêncio, falo de silêncio e de tempo. Um silêncio onde convergem solidão e tristeza, um vínculo que se resiste a sumir, uma espera interminável e a busca do sentido da vida. Desta forma, cada silêncio representa um regresso a tudo e é preciso tomar o tempo necessário para expressá-lo.

Quando concebi a estética temporal para “Hamaca paraguaia”, decidi que cada imagem duraria todo o tempo que fosse necessário para expressar-se e não o tempo para que os outros o vissem. Em cada plano, os pequenos atos são mostrados de principio a fim: um suspiro que termina, um leque que se abana e acaba por refrescar o ambiente, o canto de uma cigarra, alguém que descasca e come uma laranja em tempo real. O que me interessa é que cada imagem capture não somente a beleza exata das coisas, senão também os momentos precisos que evocam um detalhe perfeito de cada um destes atos, que se observam na totalidade de seu desenvolvimento.

Como se cada silêncio fosse uma página em branco.

Aqueles silêncios que se fazem presentes, a sequências principais se desenvolvem em um clima de silêncio lento carregado de um sentido que se expressa sem rodeios, um silêncio que deixa nas cenas uma marca temporal. Um silêncio carregado de subentendidos, que geram uma intertextualidade na que o espectador participa abertamente e na que o importante não somente reside na marca que deixa a ação senão no sentido que esta adquire na matriz da obra.

Decidi que não devia temer ao tempo e, embora paradoxalmente trata-se de uma história com poucos diálogos, acho que recreio um mundo que, acima de tudo, é o meu. Um mundo silencioso, onde o tempo separa as palavras, um tempo definido pela palavra “silêncio” com o que tento abranger sutilmente todos os limites entre o presente e o passado. As sequências temporais se sobrepõem e a memória enganosa do presente desaparece.  Semânticas novas e gritos silenciosos deixam ao descoberto mal-entendidos que não são ditos, mas que se expressam, e as respostas pendentes nos permitem vislumbrar emoções que nunca serão reveladas. Os silêncios eloquentes, jogados para o ar, sugerem o que pode sumir a qualquer momento, deixando-nos um instante sonoro como um traço, uma marca, um eco, um vazio sinistro. Isso é “Hamaca paraguaya”.

Na sinopse e neste texto creio haver expressado de forma geral os motivos que têm me levado a realizar este filme. Mas não são os únicos.

A última fita realizada no Paraguai em 35 mm e que foi estreado nas salas de cinema remonta-se aos anos setenta: um filme sobre a guerra da Tríplice Aliança, e que contou com o beneplácito unânime do regime ditatorial do presidente Alfredo Stroessner, que então estava no auge de seu poder. De fato, a introdução deste filme, titulado “Cerro Corá”, inclui seu profundo agradecimento ao “grande líder” e a seus seguidores (cujos filhos participaram no filme) pelo apoio à cultura do país.

Logo, nos anos noventa, alguns diretores estrangeiros vieram ao Paraguai para realizar co-produções, atraídos por uma mão-de-obra barata devido ao câmbio do guarani, nossa moeda nacional. Em seus filmes utilizaram atores e enfeites paraguaios, mas não refletiam a realidade do país.

Também houve alguns projetos para rodar longas-metragens em vídeo, mas não foram bem-sucedidos e também não nos identificávamos com eles.

O Paraguai não tem uma indústria cinematográfica própria, nem laboratórios cinematográficos, nem representantes da Kodak. Em conseqüência também não existem produtoras nem fundos destinados de forma específica ao cinema, o que freia ainda mais qualquer projeto.

Pessoalmente, o que desejo com muita vontade é mostrar a meu povo, aos paraguaios. Às vezes creio que este é meu verdadeiro destino. Às vezes me parece uma condena e outras uma bênção.

Por outra parte, acho que, se tivesse oportunidades, o cinema paraguaio poderia encontrar sua própria identidade na que todos poderíamos nos reconhecer e nos fazer conhece no resto do mundo. Tem chegado a hora em que nossas inquietudes, situações, estilos e modos de vida se levam à grande tela. Temos algo que oferecer ao mundo porque somos diferentes, e por essa razão acho que nosso cinema pode ser diferente, tal e como somos nós.

Aliás, sou uma das poucas pessoas que tiveram o privilégio de estudar cinema no estrangeiro. Portanto, me sinto obrigada a começar, colocando esta primeira pedra, a construir algo com esse filme e a apostar pelo cinema paraguaio. É necessário que o Paraguai se converta em um país que faz cinema e onde fazer um filme deixe de ser um milagre isolado que conseguem somente alguns e que, apesar das dificuldades se criem as oportunidades. Não importa que o fato de fazer cinema seja difícil, o que importa é que não se torne impossível.

Desde este ponto de vista, sou ciente de que meu filme não é daqueles fáceis, mas desde sua concepção, soube que correspondia perfeitamente a minha forma de observar, de enxergar meu povo, e que a percepção temporária que sugiro é, na minha opinião, a que estamos vivenciando. Estou convencida de que “Hamaca paraguaya” vai mudar minha vida e poderia virar um ponto de referência importante, não somente para mim como pessoas, mas para muitos outros. Por último, gostaria dizer que este filme tenta refletir o que todos vivenciamos: algo tão simples e ao mesmo tempo tão complexo como é seguir em frente na vida.

LOS ACHE DEL ÑACUNDAY “A luta pela terra” – 1996/2007 

Parte 1 (51 min) PAL, editado em 2009.

 Direção e produção: Manuel Cuenca

A LUTA PELA TERRA – PARTE 2

Karai Norte – Marcelo Martinessi – 20 min. (Inglês e espanhol) NTSC Preto e Branco.

É um curta-metragem do cineasta paraguaio Marcelo Martinessi que se dá no Chaco paraguaio recriando a guerra civil de 1947 quando está chegando a seu fim.

Um encontro casual entre dois estranhos lhes obriga a rememorar acontecimentos que ambos estão tentando esquecer. Baseado em um clássico da literatura paraguaia.

Falado integramente em guarani e apoiado em um grande trabalho de fotografia em preto e branco, com uma câmera que conseguiu equalizar a estética naturalista da época, obtendo por esta via visual se aproximar de um tempo concreto, em torno da revolução de 1947. As paisagens da espetacular locação correspondem às Lagunas Saladas, ou Laguna Capitán, no Chaco; e os protagonistas, uma mulher idosa e um ginete solitário, assim como os detalhes de um barracão camponês, interiores aprestos domésticos que são apresentados em ângulos fechados, inesquecíveis pela tensão compositiva.

Seus protagonistas personificam uma dramaturgia correta e sem sobreatuações, o ator Arturo Fleitas como um tropeiro tosco e duro; e ela, Lidia viuda de Cuevas, uma idosa submissa e espontânea (convém esclarecer que ela não é uma atriz profissional).

Começo das Missões – 2009 (Padre paraguaio Casimiro Irala, radicado atualmente na Bahia, Brazil.) Recreação artística e musical feita por jovens de San Ignacio Guazú de como foi a origem das missões jesuíticas no Paraguai.

Cinzas de Vicky Ferreira – 68 min

Em “Cinzas”, um grupo de idosos trabalhadores ferroviários aposentados descrevem e reconstroem as vivências dos tempos de maior auge do funcionamento da Oficina de Sapucái, última oficina de locomotoras a vapor do mundo, todo um orgulho nacional do Paraguai do século XIX.

Os testemunhos são relatos de vida, acompanhados de imagens e evidências do lugar, mas também expõem, em um plano mais obscuro, as privações e a dor calada perante o sumiço de uma fonte de trabalho, ao mesmo tempo prezado patrimônio econômico e cultural do Paraguai.

Uma obra que, por sua simplicidade expositiva e sua sóbria qualidade técnica, tem o valor de descobrir um grupo social desconhecido e denunciar a dramática indiferença paraguaia para com seu passado histórico e sua memória cultural.

Os impulsores do documentário, Mora e Ferreira, foram bolsistas da Oficina de Realização de Documentários na Escola de Cinema e Televisão (EICTV) de San Antonio de los Baños, Cuba, em 2004.

Esta bolsa foi designada no marco de um encontró entre Augusto Roa Bastos e o diretor da EICTV, o cineasta Julio García Espinoza, durante a última visita do falecido escritor paraguaio na ilha.

Com apoio particular, ambos os realizadores produziram um documentário que toma como protagonistas a ex-operários da Oficina de Sapucái. Com este trabalho, se propuseram abranger uma realidade praticamente desconhecida no país, e que até hoje não foi explorada como experiência audiovisual.

“Cinzas” tem uma duração de 68 minutos; a produção executiva é de Andrea Parboni, Virginia Ferreira e Eduardo Mora. Produção Geral: Liza Cristaldo e Virginia Ferreira. Fotografia: Eduardo Mora. Edição: Eduardo Mora, com apoio de EnMarcha Audiovisual, IPAC.

Gênero: Documentário

Título: “Cinzas”

Lugar de Produção (nacionalidade do documentário): Paraguai

Lugar de Rodagem (país): Paraguai

Ano de produção: 2004

Formato original: DV/PAL

Diretores:  Virginia Ferreira / Eduardo Mora

Nacionalidade dos diretores: paraguaia

Sinopse

Homens e mulheres, ex-operários de uma oficina de locomotoras, o último trem a vapor no mundo, localizado em Sapucái, Paraguai, compõem um retrato de época da atividade ferroviária. Documentário no qual se combinam histórias de trabalho, disciplina, ambição, vingança, sonhos e esperanças que permitem entrar na memória de um povo esquecido como suas ferrovias.

Ficha técnica completa:

REALIZAÇÃO: Eduardo Mora, Virginia Ferreira

ROTEIRO E INVESTIGAÇÃO:  Virginia Ferreira

PRODUÇÃO: Liza Cristaldo

FOTOGRAFIA: Eduardo Mora

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Patricia Aguayo

EDIÇÃO:  Eduardo Mora

 SOM: Marisol Gorostiaga

 ILUMINAÇÃO: Richard Figueredo

 CÂMERA: Alfredo Galeano

 MÚSICA ORIGINAL: Carlos Heisecke

 PRODUÇÃO EXECUTIVA: Andrea Parboni, Virginia Ferreira       

 IDIOMA: Guarani e Espanhol

FORMATO: DV/PALcópia disponível em DVD

 DURAÇÃO: 68 minutos

 IDIOMA ORIGINAL: Guarani e Espanhol 

Maio 1.811 de Manuel Cuenca – 20 minutos (1997/2009). É um documentário de ficção que se inicia em 1807 y vai até 1811.

Deus abençoe o Paraguai de Gregory Schepard: A obra audiovisual de Gregory Schepard, denominada “Deus abençoe o Paraguai”, possui uma versão totalmente legendada en guarani. A tradução do material foi feita por Delicia Villagra Batoux, lingüista e especialista da língua guarani que participou na promulgação da recentemente promulgada Lei de Línguas. “Deus abençoe o Paraguai” retrata todo o processo que levou à vitória da oposição em  2008. Antes deste material, Gregory Schepard trabalhou sobre a vitória de Evo Morales Aima na Bolívia com um material denominado, “A voz do povo”.

Guerra do Brasil – de Sylvio Back – 1987 – 84 min (idioma português e espanhol)

Documentário é do diretor brasileiro SYLVIO BACK, feito no ano 1987. Foi alvo de muita polêmica durante a I Mostra de Cinema Latino Americano do Paraná (1987), quando Sylvio Back retirou sua obra da mostra. É um documentário que desmitifica a guerra ocorrida no cone sul entre os anos 1864 a1870, quando a América do Sul tornou-se palco do maior e mais sangrento conflito armado do século (mais de um milhão de pessoas mortas). Guerra do Brasil confrontou os discursos de vencedores e vencidos da Guerra do Paraguai.

Elenco: Patrícia Abente 

Ficha técnica: (35mm, cor, 84 min.) 

Pesquisa histórica, cinematográfica e musical, roteiro e texto: Sylvio Back

Pesquisa conográfica: Ana Maria Belluzzo (coordenação) e Mariana Ochs (Brasil), Mary Monte López Moreira (Paraguai), León Pomer (Argen­tina) e Sylvio Back (Uruguai).

Fotografia e câmara: José Medeiros

Cromatismo e colagens: Solda

Direção de animação: Marcello G. Tassara

Som-direto: Miguel Sagatio e Juarez Dagoberto

Ao piano: Guilherme Vergueiro

Montagem: Laércio Silva

Produção: Sylvio Back e Embrafime

Direção: Sylvio Back

Premiação:

Prêmio Especial do Júri (III Rio-Cine Festival/1987)

“Melhor Roteiro”: (I Festival de Cinema de Natal/1987)

“Melhor Cartaz” (João Câmara/Dulce Lobo)

(IX Festival Internacional Del Nuevo Cine Latinoamericano de Habana (Cuba)/1987.

República Guarani de Sylvio Back. Legendada em português. 1982. 1hora 40 min.

Sinopse: Entre 1610 e 1767, ano da expulsão dos jesuítas das Américas, numa vasta área dominada por índios Guarani e parcialidades lingüísticas afins, e dre­nada pelos rios Uruguai, Paraná e Paraguai, vingou um discutido projeto religioso, social, econômico, político e arquitetônico, sem eqüivalência na história das relações conquistador-índio. Mais de três séculos anos depois, é possível identificar uma nostalgia daqueles tempos. Ante as similitudes com o passado, este filme é a retomada do debate. 

Ficha técnica: (35mm, cor, 100 min.) 

Pesquisa e roteiro: Sylvio Back e Deonísio da Silva

Fotografia e câmara: José Medeiros

Direção de animação: Marcello G. Tassara

Montagem e edição: Laércio Silva

Direção de produção: Plínio Garcia Sanchez

Direção: Sylvio Back

Premiação: 

“Melhor roteiro”: (Sylvio Back e Deonísio da Silva)

“Melhor trilha sonora”  (XI Festival de Brasília/1982)

Prêmio São Saruê/1982

(Federação de Cine-clubes do Rio de Janeiro)

“Melhor documentário”/1984

(Associação de Críticos Cinematográficos / MG)

Menção Honrosa (II Festival Latino-Americano de Cinema dos Povos Indígenas/87 (Rio de Janeiro)

LISTADO EN IDIOMA CASTELLANO:

TODOS LOS MATERIALES CON EXCEPCIÓN DEL PRIMERO, ESTÁN EN ESPAÑOL Y GUARANÍ (PERO SE ENTIENDE BIÉN)

1.   Los paraguayos (Marcelo Martinessi) 54’ Subtitulada al portugués

 “Los paraguayos” está dividido en 5 bloques.

  • “La tierra sin mal”, que ilustra la nación indígena,
  • “Muero con mi patria”, en el que se habla de las dos grandes guerras que tuvo nuestro país, la de la Triple Alianza y la del Chaco.
  • “Un país de mujeres”, en la que se enfoca la importancia de la labor de la mujer paraguaya en la reconstrucción del país después de la guerra y su participación actual.
  • “Una isla rodeada de tierra”, en la que se plantean las dictaduras y cómo marcaron al paraguayo.
  • “Paraguay no es un país, es una obsesión”, en la que Martinessi se refiere al Paraguay contemporáneo mostrando la diversidad que presenta, con las distintas clases de ciudadanos como inmigrantes, campesinos, urbanos e indígenas.

“Cada una de las cinco partes cuenta el antes y el hoy. Son individuales, pero tienen relación una con la otra”, refirió el director que lleva años de trabajo en la profesión, con especialización en Inglaterra y España.

“MUERO CON MI PATRIA habían sido las últimas palabras del Mariscal López en 1870. Era el final de la sangrienta guerra contra Brasil, Argentina y Uruguay. López pensó que con su muerte, Paraguay también dejaría de existir. Pero esa patria sobrevivió, y siguió inventando a lo largo de su historia héroes paternalistas que fueron dando forma al imaginario colectivo de LOS PARAGUAYOS. Desde la Nación Guaraní hasta el Paraguay contemporáneo, LOS PARAGUAYOS van desatando nudos enigmáticos de una realidad llena de contrastes, en un país que tiene tanto de real como de imaginado.”

LOS PARAGUAYOS es una iniciativa de TAL (Televisao América Latina) con sede en Sao Paulo. Ha sido financiada con apoyo de Petrobras y con recursos de Ancine, fondo brasilero de fomento al audiovisual. Profesionales paraguayos y extranjeros formaron parte del equipo de trabajo que recorrió varios puntos de la geografía nacional a lo largo de un mes y medio, en el 2006. Los trabajos de post-producción y finalización de imagen se llevaron a cabo en Sao Paulo, Brasil.

LOS PARAGUAYOS ha estado en FRANCIA Festival de Biarritz / Sección Mejor Documental Latino. CUBA Festival del Nuevo Cine Latinoamericano / Muestra. INDIA Mumbai International Film Festival / Sección documental. A más de presentaciones especiales en muestras, congresos, simposios y exposiciones de varios países del mundo donde Paraguay tiene delegaciones diplomáticas.

2.   Soberanía Violada – (Mariana Vázquez) 21’ Subtitulada al portugués

A principios del 2007 varias organizaciones campesinas de diferentes distritos de San Pedro, realizaban reuniones periódicas a fin de hacer frente a los serios problemas que les acarrea el masivo avance de los monocultivos transgénicos. Una de las ideas que se les ocurrió para dar a conocer su realidad, de la que la prensa masiva no se hace eco, fue la realización de un audiovisual acerca de casos específicos, ya que los únicos materiales que conocían acerca de la soja transgénica son argentinos.

En mayo de 2007, Catalina Servín, quien trabajaba en Lima y acompañaba las reuniones, Arturo Peña y yo, contactados por ella, participamos de la reunión en la que nos presentaron y en la que nos dijeron qué es lo que tenían para contar. Al día siguiente comenzamos la grabación en Lima, luego fuimos a Guayaybi y posteriormente a Capiibary. En un siguiente viaje estuvimos en Gral. Resquín.

Los mismos dirigentes campesinos fueron nuestros guías y entrevistadores, hicieron colectas para el combustible y nos trasladaron de un lugar a otro en los vehículos con los que contaban, en la mayoría de los casos en motos. También contribuyeron con almuerzos y alojamiento, en los que compartieron sus experiencias acerca de la lucha y resistencia a las grandes empresas que les dividen, que deforestan sus bosques, intoxican sus arroyos y enferman a sus niños.

Luego de recorrer varias ONGs con nuestras nueve horas de entrevistas e imágenes sin recibir apoyo alguno para la edición del material, llegamos hasta el Sr. Tomás Palau de BASE IS, quien nos apoyó con los fondos para pagar a un editor y finalmente en julio comenzamos el montaje.

Soberanía Violada es un material concebido por los campesinos, que sinceramente nos cuentan lo que significa verse rodeados de un día para otro de tractores que desmontan bosques de la comunidad, de operarios que lavan sus implementos impregnados de veneno en los arroyos y que finalmente son atravesados por los agro tóxicos que utilizan los empresarios – brasileños en su mayoría – para sus monocultivos transgénicos (principalmente soja y actualmente también el maíz).

La presentación en Asunción fue multitudinaria; para los líderes campesinos y miembros de las diversas organizaciones que compartieron con nosotros sus tristes historias transgénicas, fue gratificante ya que vieron en el audiovisual la herramienta con la que pueden mostrar directamente su cotidiano y generar el debate tan necesario acerca de este tema que muchos desconocemos.

Soberanía Violada está subtitulada al Alemán – gentileza de FDCL, Forschungs- und Dokumentationszentrum Chile-Lateinamerika. También fue traducida y subtitulada al portugués y al inglés.

Fue proyectada en numerosas reuniones y actividades comunitarias en todo el interior del país, así como de actividades universitarias y de alumnos y maestros de secundaria.

También formó parte de la muestra Ta’anga, organizada por el Centro Cultural El Cabildo,

Participó en el Lateinamerika Film-Programm, del One World Berlin Filmfestival, en noviembre de 2007.

Fue proyectada en la Universidad Humboldt, de Berlín, el mismo año.

Participó del 1º Festival “Otras Miradas” organizado por la CLACSO en el 2008 y obtuvo una mención especial y la inclusión en la edición de una compilación de los audiovisuales ganadores, de proyección itinerante.

Participó también de la Muestra Oberá en Cortos, en Misiones, Argentina, en junio de 2008. Así también del Lateinamerika Filmfestival Münster, Alemania, en enero de este año. Fue incluído en la muestra OVNI 2009, a llevarse a cabo en Barcelona, España a mediados de Mayo de este año.

3. Partida (Marcelo Martinessi) 14’ “Una mirada profunda a un trabajo que no es considerado trabajo: Empleo doméstico remunerado en el Paraguay”

4. Paraguay, según Agustín Barrios (Marcelo) 33’

“Paraguay según Agustín Barrios, un viaje, un romance”, presenta a la guitarrista Berta Rojas interpretando las composiciones de Mangoré en diferentes lugares del país.

El nuevo audiovisual muestra los caminos que el gran Agustín Pío Barrios recorrió por nuestro país. Es como una manera de devolver los sonidos creados por Barrios a los paisajes mágicos del Paraguay, su fuente de inspiración

5. História de Tañarandy 2008 – San Ignacio Guazú (Manuel Cuenca)        31’ 

“Procesión a lo yma (antiguo) por el yvága rape (camino al cielo) en Tañarandy (tierra de los irreductibles)”

El material muestra esta peculiar manera de vivir el Viernes Santo en Tañarandy, un pueblito de la ciudad de San Ignacio Guazú, Dpto. de Misiones, donde la comunidad, hace varios años es organizada por la fundación “La Barraca”, del artista plástico paraguayo Delfín “Koki” Ruiz.

Tañarandy es conocida como la “tierra de los irreductibles”, o lugar de demonios y herejes, porque allí se refugiaron, en la época de los jesuitas, los indígenas que se resistían a ser sometidos y evangelizados

6. Trabajadores del Río (Miguel López) 11’45”

7. Paraguay, río de olvido, caudal de esperanzas (Gregory Schepard,       Lucía Martín, Mariela Vilchez, Lucas, Keese Santos, Tatiana saltar, François Combin) 71’

Campaña de Fernando Lugo que derrocó 60 años de hegemonía   del partido colorado en Paraguay…

8. Réquiem por un soldado (Manuel Cuenca) 90’

Historia de la Guerra del Chaco que Paraguay mantuvo con Bolivia…

En “Réquiem por un soldado”, ancianos ex combatientes de la Guerra del Chaco (1932-35) vuelan a los escenarios donde pelearon en su juventud. En una retrospectiva, un joven oficial deja a su novia y a su hermano minusválido y se dirige al frente, donde  -por orden del Jefe del Ejército en Campaña- utiliza un túnel para atacar desde la retaguardia enemiga. Herido, vuelve a su pueblo para casarse. Sin embargo, su vida correrá nuevamente peligro en los campos de batalla, hacia el final de la guerra.  

Es una historia original de Augusto Giménez, dirigida por Galia Giménez y producida por Manuel Cuenca, con la actuación de Manuel Rodríguez, Clara Benítez, Víctor Bobouth Chávez, Emilio Barreto y un elenco de más de quinientos actores y extras. Fue exhibida en los festivales de cine latinoamericano de Moscú, Washington, D.C. y Toulousse (Francia). Además fue proyectada en el Instituto de Estudios Latinoamericanos Berlín y habilitó la sala Mercosur de cine del Senado Argentino en Buenos Aires.  En Paraguay ya superó records de anteriores películas paraguayas como “Cerro Corá” a través de exhibiciones en lugares alternativos, en todo el país.

9. Guerra del 70 o Guerra do Paraguai versión argentina “Algo habrán  hecho” (Mario Pergolini) 22’

10. Batalla de Cerro Corá, fragmento de la película “Cerro Corá” y versión completa 1’30 (Guillermo Vera) 5’

11. Contradanza, Los campos de la guerra (Manuel Cuenca) 90’

“Contradanza, los campos de la guerra” dirigida por Manuel Cuenca, es una recopilación de documentales realizadas para la televisión paraguaya, sobre la Guerra del Paraguay. 

Se inicia con el romance del entonces Coronel Francisco Solano López de 18 años, con una habitante de la ciudad de Pilar, Juanita Pesoa, de 16 años. Empieza a cortejarla bailando la popular “Contradanza”.

En realidad, López había viajado a la zona sur del país, a reforzar las fortificaciones ante el temor de una invasión al Paraguay.

La acción se traslada luego a Humaitá, Cuartel General del Mariscal durante la Guerra, y luego a los campos de batalla, donde se vivió la muerte y la destrucción del país. 

Se genera entonces una  “Contradanza” trágica que cambia el destino de los protagonistas.

Esta producción de 90 minutos, entremezcla la documental con la ficción. 

Los episodios de “Contradanza, los campos de la guerra” han sido exhibidos en numerosas oportunidades por la televisión paraguaya, donde se ha transformado en un clásico, y en innumerables proyecciones ante todo tipo de público en diversas ciudades y regiones del país.

Los roles principales están a cargo de juveniles interpretes como Daniel Giménez (Mariscal López), María Fernández (Juanita Pesoa), y Ruth Encina (Madame Lynch).

Todos los actores son lugareños, integrantes del Ballet Municipal de Pilar, que en su primera actuación ante las cámaras, aceptaron el desafío de contar la historia de su región, vista por ellos mismos.

El director de esta serie es Manuel Cuenca, conocido realizador y productor de televisión y cine, en el Paraguay.

12.Memorias de Danza (Juana Miranda) 68’

Historias de las profesoras de danza clásica y moderna que tuvo el Paraguay…

13. Visión documental sobre LUCIO AQUINO “You can call me LUCIO (Juana Miranda y Noemí Vega) 19’

Historia de un artista plástico paraguayo llamado Lucio Aquino…

14. Iglesia de San Carlos Borromeo, Ruinas de Humaitá (Mateo y Eduardo Nakayama – Asociación Cultural “Manduarã” 8 min

15. Homenaje en Acosta Ñú, la batalla de los niños (Manuel Cuenca) 16’

16. Amambay histórica (Manuel Cuenca) 27’

 Muestra sitios históricos del Dpto. de Amambay…

17. A la búsqueda de Barcos perdidos – Buque hospital Eponina (Manuel Cuenca, Aso. Cultural Manduarã) 10’

18. A la búsqueda de Barcos perdidos – Buque Paraguari (Manuel Cuenca – Aso. Cultural “Manduarã”

19. Actor brasileño Chico Díaz, hijo del paraguayo Juan Díaz Bordenave (Manuel Cuenca) 3´30”

20.Video turístico del Paraguay (Senatur)

21. Paraguay Purahei – Karaoke – Las canciones mas tradicionales del Paraguay

22. Paraguay, nosotros también podemos, de Emilio Cartoy Díaz (2008) Duración: 1 hora y 20 minutos. Subtítulo en portugués

 El documental se estructura en 7 capítulos independientes y complementarios:

  • “Ára Pyahu (nuevos tiempos)”, la actualidad de Paraguay durante los primeros meses del gobierno de Lugo;
  • “Apogeo, hegemonía y caída de los colorados”; un análisis de los 61 años del Partido Colorado en el poder;
  • “El enigma económico”, principales aspectos de una de las realidades económicas más singulares del mundo;
  • “Un inesperado Obispo rojo”, el perfil de Fernando Lugo, su aparición en la escena pública;
  • “América Latina y un cambio de época”, las relaciones de Paraguay con los países de la región;
  • “Movilización y participación popular”, el antes y el después, el incendio del Shopping Ycuá Bolaños; y
  • “Próximos desafíos y los primeros conflictos”, la reforma estructural del Estado paternalista por un Estado solidario y un movimiento de cambio que no se detiene.

Emilio Cartoy Díaz nació en Lugo, España, y desde los 5 años reside en la Argentina. Estudió en el Instituto Cinematográfico de Avellaneda.

Según los responsables del documental denominado, “Paraguay: Nosotros también podemos” surge de la necesidad de testimoniar el fin de la más eterna de las dictaduras latinoamericanas y los primeros pasos de un proceso de transformación de una profundidad inédita en la política del Paraguay del siglo XXI.

“Hoy Paraguay está viviendo un proceso absolutamente nuevo, que ha generado en la gente sencilla y común de su pueblo, la esperanza de que el cambio es posible. Es acerca de esto de lo que habla el trabajo, la esperanza de un pueblo, el camino recorrido que habilitaron los cambios, sueños, realidad, sus proyectos, su inserción en esta América que quiere pensarse y vivirse más justa y solidaria”, señalan.

La idea y realización general corresponden a Emilio Cartoy Díaz y el guión y la dirección, a Cristian Jure.

23. Tierra Roja de Ramiro Gómez, 73 minutos (2006)

Director: Ramiro Gómez

País: Paraguay

Título original: Tierra roja

Idioma original: Guaraní

Categoría: Documental

Formato: MINIDV

Tipo: Color

Duración: 73 m.

Año de Producción: 2006

Productora: Helvetas Paraguay

Productor: Ramiro Gómez

Dirección de Arte: Diego Volpe

Fotografía: Ramiro Gómez

Editor: Albert Giudici, Juan Aponte, Matías Gende, Luis María López

Títulos: Aníbal Ríos

Sinopsis

Cuatro familias campesinas inmersas en la cotidianeidad de sus vidas, interactuando con el espacio físico del campo: atmósferas e impresiones que rescatan el lirismo subyacente del día a día. Historias llenas de silencio, de ausencias siempre presentes, de sueños y cruces, de vida, de muerte y quimeras ocultas proyectándose sobre la armonía de una naturaleza que entona su propio canto.

Ramiro Gómez (Paraguay, 1977). Graduado de la Facultad de Medios de Comunicación del Instituto Superior de Arte (La Habana), ha realizado estudios complementarios sobre guión cinematográfico (Educine, Brasil) y video-periodismo (Quito, Ecuador). FILMOGRAFÍA: 1999: Paredes; 2001: El Rincón; 2005: Las Abejas; Buen Viaje; 2006: Tierra roja.

24.   Frankfurt de Ramiro Gómez, 61 minutos (2008)

Sinopsis FRANKFURT

Como ocurría en su ópera prima Tierra roja, el gran protagonista del segundo largometraje de Ramiro Gómez no es otro que el Paraguay.

Oblicuo, el título hace referencia a la ciudad alemana en la que el seleccionado guaraní quedó eliminado del último campeonato mundial de fútbol, en 2006.

Gómez lleva su cámara al interior del país, donde los jugadores de una liga campesina siguen con fervor el fugaz paso de su equipo –que había despertado grandes ilusiones durante las eliminatorias pero volvió a casa tras dos derrotas consecutivas ante Inglaterra y Suecia, y el flaco consuelo de un triunfo ante Trinidad y Tobago– por la fiesta máxima del deporte.

Siempre a distancia respetuosa, sin intervenir, espectador de los espectadores, Gómez deja que el contraste entre sus imágenes y las que devuelve el pequeño televisor instalado sobre un armario se haga evidente por sí solo.

Y que, mientras sus campesinos juegan a las cartas, preparan la comida y, claro, corren atrás de la pelota, se deje ver el material de que están hechas la identidad y las pasiones de un pueblo.

25.La Hamaca Paraguayade Paz Encina “La hamaca paraguaya” está escrita y dirigida por Paz Encina y protagonizada por Ramón del Río y Georgina Genes. Llevó el premio Fipresci de la sección “Un certain regard” del Festival Internacinal de cine de Cannes 2006 y participó en la sección oficial del Festival Cines del Sur de Granada de este año.

Ambientada en junio de 1935 durante las últimas horas de la Guerra del Chaco, entre Paraguay y Bolivia, la película cuenta la espera a lo largo de todo un día por parte de Ramón y de Cándida, un matrimonio de campesinos sexagenarios, para ver si su único hijo vuelve o no del frente de batalla.

Su característica más llamativa es que ha sido rodada en Guaraní.

“El guaraní era la lengua que hablaban varios pueblos indígenas que habitaban Paraguay antes de la llegada de los españoles. Tras un intenso proceso de mestizaje, el guaraní pasó a ser la lengua de la mayoría de los paraguayos. En la actualidad, el 27% de la población que sólo habla guaraní vive en las zonas rurales, y el 59% es bilingüe y habla tanto guaraní como español. Aunque la Constitución paraguaya reconoce el guaraní como lengua oficial, no disfruta del mismo tratamiento que el español y de hecho, se ha convertido en causa de exclusión social y económica.”

Paz Encina nació en Asunción, Paraguay, en 1971. En 1996, entró en la Escuela de Cinematografía en la que se doctoró en cinematografía (2001). Tras varios cortos, retoma con su primer largo, “Hamaca paraguaya”, una idea ya expuesta en un corto homónimo. Esta coproducción hispano-franco-paraguaya fue premiada por la Crítica internacional en el último Cannes.

Paz Encina escribe sobre “Hamaca paraguaya”
Cuando hablo de silencio, hablo de silencio y de tiempo. Un silencio en el que convergen soledad y tristeza, un vínculo que se resiste a desaparecer, una espera interminable y la búsqueda del sentido de la vida. De esta forma, cada silencio representa un regreso a todo y hay que tomarse el tiempo necesario para expresarlo.

Cuando concebí la estética temporal para “Hamaca paraguaya”, decidí que cada imagen duraría todo el tiempo que fuera necesario para expresarse y no el tiempo necesario para que los demás lo vieran. En cada plano, los pequeños actos se muestran de principio a fin: un suspiro que termina, un abanico que se agita y termina por refrescar el ambiente, el canto de una cigarra, alguien que pela y come una naranja en tiempo real. Lo que me interesa es que cada imagen capte no sólo la belleza exacta de las cosas, sino también los momentos precisos que evocan un detalle perfecto de cada uno de estos actos, que se observan en la totalidad de su desarrollo.

Como si cada silencio fuera una página en blanco.

Esos silencios se hacen presentes, las secuencias principales se desarrollan en un clima de silencio lento cargado de un sentido que se expresa sin tapujos, un silencio que deja en las escenas una huella temporal. Un silencio cargado de sobrentendidos, que generan una intertextualidad en la que el espectador participa abiertamente y en la que lo importante no sólo reside en la marca que deja la acción sino en el sentido que ésta adquiere en la matriz de la obra.

Decidí que no debía tenerle miedo al tiempo y, aunque paradójicamente se trata de una historia con pocos diálogos, creo que recreo un mundo que, por encima de todo, es el mío. Un mundo silencioso, en el que el tiempo separa las palabras, un tiempo definido por la palabra “silencio” con el que intento abarcar sutilmente todos los límites entre el presente y el pasado. Las secuencias temporales se superponen y la memoria engañosa del presente desaparece. Semánticas nuevas y gritos silenciosos dejan al descubierto los malentendidos que no se dicen pero que se expresan, y las respuestas pendientes nos permiten vislumbrar emociones que nunca se revelarán. Los silencios elocuentes, lanzados al aire, sugieren lo que puede desaparecer en cualquier momento, dejándonos un instante sonoro como un trazo, una huella, u eco, un vacío siniestro. Eso es “Hamaca paraguaya”.

En la sinopsis y en este texto creo haber expresado de forma general los motivos que me han llevado a realizar esta película. Pero no son los únicos.

La última cinta realizada en Paraguay en 35 mm y que se estrenó en las salas de cine se remonta a los años setenta: una película sobre la guerra de la Triple Alianza, y que contó con el beneplácito unánime del régimen dictatorial del presiente Alfredo Stroessner, que entonces estaba en el apogeo de su poder. De hecho, la introducción de esta película, titulada “Mont Corá”, incluye su profundo agradecimiento al “gran líder” y a sus seguidores (cuyos hijos participaban en la película) por el apoyo a la cultura del país.
Más adelante, en los años noventa, algunos directores extranjeros vinieron a Paraguay para realizar coproducciones, atraídos por una mano de obra barata debido al cambio del guaraní, nuestra moneda nacional. En sus películas se utilizaron actores y decorados paraguayos, pero lo cierto es que no reflejaban la realidad del país.

También hubo algunos proyectos para rodar largometrajes en vídeo pero no tuvieron éxito y tampoco nos identificábamos con ellos.

Paraguay no tiene una industria cinematográfica propia, ni laboratorios cinematográficos, ni siquiera representantes de Kodak. Por lo tanto tampoco existen productoras ni fondos destinados de forma específica al cine, lo que frena aún más cualquier proyecto.
Personalmente, lo que deseo con todas mis fuerzas es mostrar a mi pueblo, a los paraguayos. A veces creo que éste es mi verdadero destino. A veces me parece una condena y otras una bendición.

Por otra parte, creo que si se le dieran oportunidades, el cine paraguayo podría encontrar su propia identidad en la que todos podríamos reconocernos y hacernos conocer por el resto del mundo. Ha llegado el momento que nuestras inquietudes, situaciones, estilos y modos de vida se lleven a la gran pantalla. Tenemos algo que ofrecer al mundo porque somos diferentes, y por esa razón creo que nuestro cine también puede ser diferente, tal y como lo somos nosotros.

Además, soy una de las pocas personas que han tenido el privilegio de estudiar cine en el extranjero. Por lo tanto me siento obligada a empezar, poniendo esta primera piedra, a construir algo con esa película y a apostar por el cine paraguayo. Es necesario que Paraguay se convierta en un país en el que se hace cine y en el que hacer una película sea un milagro aislado que consiguen unos pocos y que, a pesar de las dificultades se creen oportunidades. No importa que hacer cine sea difícil, lo que importa es que no sea imposible.
Desde este punto de vista, soy consciente de que mi película no es de las más fáciles, pero desde su concepción, supe que correspondía perfectamente a mi forma de observar, de ver a mi pueblo y a mis gentes, y que la percepción temporal que propongo es, en mi opinión, la que estamos viviendo. Estoy convencida de que “Hamaca paraguaya” va a cambiar mi vida y podría convertirse en un punto de referencia importante, no sólo para mí como persona, sino para muchos otros. Por último, querría decir que esta película intenta reflejar lo que todos vivimos: algo tan sencillo y a la vez tan complejo como es salir adelante.

26. LOS ACHE DEL ÑACUNDAY “La lucha por la tierra” – 1996/2007

         Parte 1 (51 min) PAL, editado en 2009.

         Dirección y producción: Manuel Cuenca

27. LA LUCHA POR LA TIERRA – PARTE 2

28. Guerra do Brasil – 79 min (idioma portugués y castellano)

Documentário é do diretor brasileiro SYLVIO BACK, feito no ano 1987 Foi alvo de muita polêmica durante a I Mostra de Cinema Latino Americano do Paraná (1987), quando Silvio Back retirou sua obra da mostra. É um documentário que desmitifica a guerra ocorrida no cone sul entre os anos 1864 a 1870, quando a América do Sul tornou-se palco do maior e mais sangrento conflito armado do século (mais de um milhão de pessoas mortas).

29. Karai Norte – 20 min. (Inglês y castellano) NTSC Blanco y negro

Es um cortometraje de Marcelo Martinessi que se desarrolla en el Chaco Paraguayo recreando la guerra civil de 1947 está llegando a su fin.

Un encuentro casual entre dos extraños, lês empuja a revivir momentos que ambos están tratando de olvidar. Basado em um clásico de la literatura paraguaya.

Karai Norte está hablada íntegramente en guaraní, y apoyada en un gran trabajo de fotografía en blanco y negro,  con una cámara que logró ecualizar la estética naturalista de época, logrando por esta vía visual acercarse a un tiempo concreto, alrededor de la revolución de 1947. Los paisajes de la espectacular locación corresponden a las Lagunas Saladas, o Laguna Capitán, en el Chaco; y los protagonistas, una mujer anciana y un jinete solitario, así como los detalles de un rancho campesino, interiores y enseres domésticos se presentan en ángulos cerrados, inolvidables por la tensión compositiva.
Sus protagonistas personifican una dramaturgia correcta y sin sobreactuaciones,  el actor Arturo Fleitas como un arriero tosco y duro; y ella, Lidia viuda de Cuevas, una anciana sumisa y espontánea (conviene aclarar que no es una actriz profesional).

30. Comienzo de las Misiones – 2009 (Padre Casimiro Irala)

Recreación artística y musical por jóvenes de San Ignácio Guazú de como fue el origen de las misiones jesuíticas em el Paraguay.

31. Cenizas de Vicky Ferreira – 68 min

En “Cenizas”, un grupo de ancianos trabajadores ferroviarios jubilados describen y reconstruyen las vivencias de los tiempos de mayor auge del funcionamiento del Taller de Sapucái, último taller de locomotoras a vapor del mundo, todo un orgullo nacional del Paraguay del siglo XIX.

Los testimonios son relatos de vida, acompañados de imágenes y evidencias del lugar, pero también exponen, en un plano más oscuro, las privaciones y el callado dolor ante la desaparición de una fuente de trabajo, a la vez preciado patrimonio económico y cultural del Paraguay.

Una obra que, en su sencillez expositiva y su sobria calidad técnica, tiene el valor de descubrir un grupo social desconocido y denunciar la dramática indiferencia paraguaya hacia su pasado histórico y su memoria cultural.

Los impulsores del documental, Mora y Ferreira, fueron becarios del Taller de Realización de Documentales en la Escuela de Cine y Televisión (EICTV) de San Antonio de los Baños, Cuba, en el año 2004.

Esta beca había surgido en el marco de un encuentro entre Augusto Roa Bastos y el director de la EICTV, el cineasta Julio García Espinoza, durante la última visita del extinto escritor compatriota a la isla.

Con apoyo particular, ambos realizadores produjeron un documental que toma como protagonistas a ex trabajadores ferroviarios del Taller de Sapucái. Con este trabajo, se propusieron abarcar una realidad prácticamente desconocida en el país, vista por sus ya ancianos protagonistas, y que hasta hoy no ha sido explorada como experiencia audiovisual.

“Cenizas” tiene una duración de 68 minutos; la producción ejecutiva es de Andrea Parboni, Virginia Ferreira y Eduardo Mora. Producción General: Liza Cristaldo y Virginia Ferreira. Fotografía: Eduardo Mora. Edición: Eduardo Mora, con apoyo de EnMarcha Audiovisual, IPAC.

Género: Documental

Título: “Cenizas”

Lugar de Producción (nacionalidad del documental): Paraguay

Lugar de Rodaje (país): Paraguay

Año de producción: 2004

Formato original: DV/PAL

Nombre y Apellido del/os Director/es:  Virginia Ferreira / Eduardo Mora

Nacionalidad del/os Director/es: paraguaya

Sinopsis  

Hombres y mujeres, ex trabajadores de un taller de locomotoras, el último a vapor en el mundo, ubicado en Sapucai, Paraguay, componen un retrato de época de la actividad ferroviaria. Documental en el cual se combinan historias de trabajo, disciplina, ambición, venganza, sueños y esperanzas que permiten introducirse en la memoria de un pueblo tan olvidado como sus vías.

Ficha técnica completa:

REALIZACIÓN:                            Eduardo Mora

                                                      Virginia Ferreira

GUION E INVESTIGACIÓN:            Virginia Ferreira

PRODUCCIÓN:                            Liza Cristaldo

FOTOGRAFIA:                             Eduardo Mora

ASISTENTE DE PRODUCCION:    Patricia Aguayo

EDICIÓN:                                    Eduardo Mora

 SONIDO:                                    Marisol Gorostiaga

 ILUMINACIÓN:                            Richard Figueredo

 CAMARA:                                    Alfredo Galeano

 MUSICA ORIGINAL:                     Carlos Heisecke

 PRODUCCIÓN EJECUTIVA:         Andrea Parboni

                                                       Virginia Ferreira       

 IDIOMA:                                    Guaraní y Español

FORMATO:                                 DV/PALcopia disponible en DVD

 DURACION:                                68 minutos

 IDIOMA ORIGINAL:                     Guaraní y Español

32. Mayo 1.811 de Manuel Cuenca – 20 minutos (1997/2009) 

Es un documental de ficción que se inicia en el año 1807 y va hasta el 1811. 

33. Dios bendiga al Paraguay de Gregory Schepard: La obra audiovisual de Gregory Schepard, denominada “Dios bendiga a Paraguay”, que cuenta con una versión totalmente subtitulada en guaraní, será lanzada en forma simultánea en varios países, el 20 de abril. La traducción del material fue hecha por Delicia Villagra Batoux, lingüista y especialista del guaraní que participó en la promulgación de la recientemente promulgada Ley de Lenguas. “Dios bendiga al Paraguay” retrata todo el proceso que llevó al triunfo de la oposición en el 2008. Antes de este material, Gregory Schepard trabajó sobre la victoria de Evo Morales Aima en Bolivia con un material denominado, “La voz del pueblo”.

34. República Guarani de Sylvio Back. Subtitulada em português.

República Guarani pôs em xeque a missão civilizatória dos jesuítas junto aos índios brasileiros.

35. Homen de Guerra, 91 minutos. Idioma: Inglés y portugués.

Filme baseado na vida real do médico paraguaio Joel Filártiga (Anthony Hopkins de O Silêncio dos Inocentes), que ousou enfrentar o regime militar instaurado pelo violento general Alfredo Strossner no país. Acreditando em seus ideais humanitários, o médico desafia o regime ao oferecer tratamento gratuito aos pacientes pobres. Isso irrita os militares até que Joel tem o filho morto. Ele descobre sinais de tortura no corpo do jovem e passa a acreditar que na verdade ele foi assassinado pelo governo, e não foi vitima de um crime passional como o fizeram a acreditar no princípio. O filme ainda tem a participação da atriz brasileira Fernanda Torres (de Casa de Areia).

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4 respostas para Documentários

  1. Tany disse:

    Me gustaría hacer parte de este grupo

  2. Suzana Muniz disse:

    Olá!
    Estou em fase de elaboração de um anteprojeto de mestrado, que trata da cultura o Paraguai, a formação da identidade no Paraguai, entre outros aspectos que ainda estou pesquisando. Gostaria de saber se é possível que o documentário “Os Paraguaios”, de Marcelo Martinessi, seja disponibilizado para mim. Seria muito útil na minha pesquisa, e por esse motivo, agradeceria muito caso vocês possam me indicar como ter acesso ao documentários.
    Att,
    Suzana – RJ

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