Guarani

Informe especial sobre o Paraguai a través do canal de TV Visión Siete, jornal da TV Pública argentina, em sexta-feira 15 de julho de 2011. Setores públicos e privados reclamam que a língua seja reivindicado no Mercosul.

USP: Seminário “O Tupi antigo e as línguas gerais na formação da civilização brasileira” https://paraguaiteete.wordpress.com/2013/06/24/seminario-o-tupi-antigo-e-as-linguas-gerais-na-formacao-da-civilizacao-brasileira/

Foz de Yguazú, UNILA: Inscrições para o curso de Guarani já estão abertas e aulas iniciam dia 22 de setembro.

http://unila.edu.br/noticia/l%C3%ADngua-guarani-0 

Radio CBN de Foz de Yguazú: Unila oferece curso de guarani à população da fronteira: Unila – Curso da Língua Guarani

Curso de Língua e Cultura Guarani na USP – Nível 1

CURSO DE IDIOMA GUARANI de David Galeano

GuaraniPortugues.blogspot –  iGuarani é um dicionário – Tradutor Guarani 

Curso de Língua e Cultura Guarani na PUC – Televisão em Guarani

Blog Ñe’ẽete de Almir da Silveira – mariocomunica.wordpress.com

A língua guarani no jornal The New York Time: Paraguai é o único país da América em que a maioria dos habitantes não indígenas falam uma língua indígena.

http://www.nytimes.com/2012/03/12/world/americas/in-paraguay-indigenous-language-with-unique-staying-power.html?_r=1&pagewanted=all

Os pronomes pessoais em Guarani:

Blog do Ateneo de Língua e Cultura Guarani informando sobre as atividades realizadas em São Paulo sobre a Língua Guarani. Promovida pelo Núcleo Cultural Guarani “Paraguay Teete”

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/la-lengua-guarani-en-s-o-paulo-brasil

Televisão Espanhola mostra a existencia da Cultura e da Língua Guarani em São Paulo durante a programação “Españoles en el Mundo”. O apresentador, Óscar Curros, é aluno de guarani na Universidade de São Paulo (USP)

Veja o material original no site http://www.rtve.es

Hino Nacional Paraguaio – legendado – Castellano – Guarani

Traducción de FÉLIX DE GUARANIA Letra: FRANCISCO ACUÑA DE FIGUEROA – Música: FRANCISCO JOSÉ DEBALLI. 

HINO NACIONAL DO PARAGUAI em língua GUARANI foi traduzida na década de 1950 pelo poeta FÉLIX DE GUARANIA. Ator da letra do Hino Nacional do Paraguai em espanhol foi o uruguaio FRANCISCO ACUÑA DE FIGUEROA e a letra foi escrita pelo húngaro FRANCISCO JOSÉ DEBALLI em homenagem ao PDTE. CARLOS ANTONIO LÓPEZ.

Na Mídia brasileira Radio Brasil Atual: Guarani é falado por 90% da população paraguaia

O curso na PUC São Paulo: Curso de Língua e Cultura Guarani

APRESENTAÇÃO:

A língua Guarani pertence a família lingüística tupi-guarani, que compreende línguas faladas na América pré-colonial por povos que viviam a leste da Cordilheira dos Andes (desde o mar do Caribe até o rio da Prata). Hoje em dia, essas línguas são afladas tanto por populações integradas às sociedades de seus respectivos países como por etnias que prestavam ainda suas culturas autóctones no Paraguai, no norte da Argentina, na Bolívia e no Brasil.

O parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou o Guarani como um dos idiomas oficiais do bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, durante a 17ª Sessão Plenária do mecanismo de integração realizada em Assunção em 2009.

A língua Guarani sobreviveu ao colonialismo europeu, a guerras e ao colonialismo moderno. Atualmente tem enfrentado, talvez, a pior de suas lutas: o preconceito de ser uma “língua de índio”. Por isso a importância de levar aos interessados em geral essa língua que, sendo original dessa parte do continente é a única língua viva e oficial de um país, constituindo também a identidade de muitos brasileiros que vivem dentro ou fora das aldeias indígenas.

O Ateneo de Cultura e Lengua Guarani é uma instituição de ensino superior localizada no Paraguai e que luta pela valorização da língua e da cultura guarani há mais de 25 anos. Essa instituição de pesquisa e educação colaborará dando suporte pedagógico e metodológico ao curso, além de emitir certificado aos alunos que o concluírem.

Reportaje de Al Jazeera: A língua guarani representa igualdade e promove a unidade cultural no Paraguai. Lucia Newman de Al Jazeera informando sobre a igualdade lingüística, única na América Latina:

O Curso na Universidade de São Paulo – Conversação em Língua Guarani http://sce.fflch.usp.br/node/185

Foto: Professor Mario Villalva Filho, integrante do NCG “Paraguai Teete”

A USP, um dos mais conceituados centros universitários do país, deu início em março ao Curso de Conversação em Guarani. Dirigido a toda a comunidade interessada, especialmente, a estudantes de graduação e pós-graduação da universidade.

O Curso de Conversação em Guarani da USP tem três meses de duração e é ministrado às sextas-feiras. A proposta visa desenvolver competências de comunicação na língua que em diversas regiões do Mercosul, especialmente, no Paraguai.

O programa de estudos abrange aspectos lingüísticos e vocabulares utilizados no dia a dia das pessoas, oferecendo aptidões para o falante se cumprimentar formal e informalmente, identificar-se, localizar lugares e pessoas nas perguntas, promover ações de gentilezas, dominar o vocabulários do corpo humano, os grupos lexicais da fauna e da flora além de ações cotidianas no turismo.

A formação é realizada por meio do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da instituição universitária, sob a direção do professor universitário Mario Villalva Filho, paraguaio, que vive em São Paulo, integrante do Núcleo de Cultura Guarani: Paraguay Teete e do Ateneo de Lengua y Cultura Guarani, que atuam na promoção e defesa do idioma indígena.

As duas entidades tiveram importante participação na mobilização sociedade paraguaia que pedia a aprovação da chamada “Lei de Línguas”, recentemente promulgado pelo Governo do Paraguai e que confere ao guarani o mesmo status do idioma espanhol, duas línguas oficiais do país vizinho.. http://sce.fflch.usp.br

DON FÉLIX: O HOMEM QUE TRADUZIU O QUIXOTE À LINGUA GUARANI

Por Angélica Alberico – Publicado no jornal El Tiempo Argentino (22-05-2011) http://tiempo.elargentino.com/notas/hombre-que-tradujo-quijote-al-guarani

Felix de Guarania, inteletual paraguaio

Foi escritor, pesquisador, tradutor e, sobretudo, militante de sua língua materna. Nasceu no Paraguai, passou grande parte de seu exílio na Argentina e morreu há alguns meses em sua terra natal. A autora deste artigo foi aluna dele.

Tempos de nos descobrir como latinoamericanos, de tomar consciência de que nossa história não começa com a chegada dos navios, de descobrir entre nós aos povos originários com suas reclamações, mas também com suas riquezas, criações e particular maneira de enxergar o mundo. 2010-2011? Não, foram anos que seguiram à Guerra das Malvinas, naquela época estava conosco um escritor paraguaio, profundo pesquisador de sua primeira língua: o guarani, conhecedor de várias parcialidades guaranis do Paraguai, não somente por ter percorrido muito, mas por ser filho, segundo ele dizia, de uma indígena. Muitos de seus 25 anos de exílio passou na Argentina. Morreu em sua terra natal em 14 de março deste ano. Chama-se Félix de Guarania (Félix Giménez Gómez) e merece ser lembrado e valorado por sua obra e pela coerência de seus pensamentos e ações. Morreu “Karai Arandu” mostravam as manchetes da imprensa de seu país (karai: senhor, cuja autoridade é reconhecida; arandu: sábio). O presidente Lugo manifestou ao saber da notícia: “Todas as honras nunca serão suficientes para ele.”

Félix de Guarania nasceu em Paraguarí, em 1925. Teve, como ele mesmo diz, uma “uma infância de camponês”. De uma inteligência pouco comum, soube aprender dos acontecimentos de seus conterrâneos, mas também do extraordinário mestre que resulta do perfeito domínio de duas línguas, sua primeira língua: o guarani, e o castelhano da escola e as leituras. O que seria essa criança genial foi profetizado uma por tia avó indígena que o chamava de “kavichu paje”, isto é: vespa mágica, que tem poderes.

Em sua juventude, várias vezes foi para a cadeia, foi torturado, foi invadida sua casa e sumiram seus textos literários, pesquisas e reflexões escritas sobre o estudo do guarani. As razões desta perseguição podem ser encontradas em sua poesia, que revelava os sofrimentos e as lutas populares, e na coerência que o levava a se expor quando considerava necessário.

Passou pela crueldade do campo de concentração mais tristemente famoso da ditadura de Morínigo (Puesto Muñeca), junto com outros tantos presos políticos: estudantes e operários que participavam de greves e protestos. Eram mantidos em condições inumanas (quase sem alimentação, seminus, trabalhando excessivamente, assediados por serpentes e carrapatos) e mesmo assim assinala: “Parte das noites passávamos ao redor das fogueiras, contando contos, piadas, experiências de lutas, problemas da vida. E houve muitos, alfabetos e semialfabetos, que acabaram escrevendo poemas e cartas por si próprios. Libertado graças à denominada “Primavera Democrática”, que foi somente um interregno entre perseguições e governos de facto, voltou à universidade e, por sua poesia combatente e compromisso explícito contra as ditaduras passou à clandestinidade durante o governo de Stroessner. Seus escritos dessa época nunca foram recuperados, mas talvez algum dia sejam encontrados nos arquivos recentemente abertos da ditadura. Em 1964, quando estava prestes a finalizar o curso de Letras, foi obrigado a partir para o exílio com sua esposa e seus quatro filhos.

Félix andou pelo mundo até chegar à Argentina. O conheci quando naquele despertar latinoamericano na década de 1980. Ensinava guarani, havia publicado vários livros de poemas e tinha materiais próprios de reflexão e análise dessa língua. Tinha a doçura dos sábios e era uma referência para a comunidade paraguaia. Em seu andar pelo mundo havia produzido textos literários diversos que criariam livros de contos, teatro, poesia, gêneros tradicionais, etc.

Em pouco tempo, minhas aulas de guarani se converteram em encontros especiais para ler juntos as recopilações registradas por León Cadogan nas diversas parcialidades guaranis. Félix chamava esses trabalhos de “adentrar-se na selva mágica”. Reuníamo-nos em algum bar de Morón (Buenos Aires) e passávamos horas deslumbrados pela extraordinária produção verbal e pelas conotações que se podiam descobrir ao ler os textos nos dialetos originais. Produzimos assim alguns artigos sobre esta literatura etnográfica. Um dia a ditadura de Stroessner caiu, como é o destino de todas as tiranias. Félix voltou para seu país em 1989 e a partir daquele momento começou uma carreira contra o tempo, publicando dezenas de livros, tirando de sua bagagem projetos e projetos que conseguia levar a cabo contra tudo: a falta de recursos econômicos, contra o fechamento de muitos, e a favor sempre do idioma guarani, porque embora escrevesse muitas vezes em castelhano, seu maior aporte foi sua criação literária em guarani. Juntocom outros autores foi abrindo caminhos e demonstrando que escrever nesta língua não é isolar-se, como assinalavam outros, já que existe a possibilidade de publicação bilíngue e a tradução de obras, muito mais num mundo de cultura globalizada como o atual. Félix de Guarania debateu, escreveu, lutou por demonstrar algo que um estudioso de qualquer idioma sabe, mas que continua sendo questionado de maneira estereotipada pelos que ignoram o que é uma língua: que em todos os idiomas pode expressar-se quanto o ser humano queira expressar com a única limitação de que todas as línguas têm perante o incomunicável que se traduz em símbolo, em metáfora aberta à multiplicidade de sentidos.

Dicionários, livros de gramática, textos e materiais gravados para o ensino do idioma, foram surgindo da criação de Félix e, nos últimos anos, com a ajuda de devotos seguidores, seu cada vez mais completo dicionário enciclopédico da cultura guarani. Há ainda outro aporte no qual ele é precursor: a tradução ao guarani de textos literários ou de valor intrínseco como o bíblico, ou a Constituição Nacional do Paraguai. Assim traduziu, entre outros, a Bécquer, García Lorca, Marcos Ana, José Martí, Molière, o Martín Fierro e, recentemente, parte de O Quixote em uma tradução livre em versos octossílabos que deve tê-lo divertido muito, já que ele era uma espécie de Quixote em si próprio.

Nos últimos anos de sua vida começou a recolher reconhecimentos no Paraguai: foi condecorado com a máxima distinção que pode receber um cidadão em seu país e recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Nacional de Assunção. Nada disto mudou sua pessoa no mais mínimo. Rodeado do amor de sua família e amigos e da admiração de seus discípulos, com seu doce sorriso mistura de bondosa compreensão e ironia, nos deixando mais pobres e mais sozinhos, se foi finalmente à selva mágica com seu paje e sabedoria… mas marcando caminhos.

FEIRA DO LIVRO DO BICENTENÁRIO PRESTARÁ HOMENAGEM A FÉLIX DE GUARANIA 

Publicado por E’a: http://ea.com.py/feria-del-libro-del-bicentenario-homenajeara-a-felix-de-guarania

Félix de Guarania foi um dos principais impulsores da literatura guarani.

No marco da Feira do Livro que se desenvolve na antiga estação de trem, na sexta-feira 27 às 19:00 hs., prestar-se-á homenagem ao recentemente falecido escritor Félix de Guarania, figura fundamental da literatura de língua guarani do Paraguai.

Na ocasião falarão representantes da Secretaria Nacional de Cultura e da Sociedade de Escritores do Paraguai para depois dar a palavra ao escritor Catalo Bogado, quem oferecerá uma resenha da vida e obra do autor homenageado. Posteriormente, os poetas Feliciano Acosta, Miguel Ángel Meza, Mauro Lugo e Wilfrido Acosta, lerão poemas de Félix de Guarania e de sua autoria.

A editora Servilibro apresentará uma mostra da rica bibliografia de Félix de Guarania, já que tem publicado muitos títulos do autor nos últimos anos.

Félix Giménez Gómez, em seus documentos oficiais, nasceu em 20 de novembro de 1924 em Paraguarí e teve uma vida cheia de vicissitudes, mas também de frutíferas recompensas. De família humilde e de profunda sensibilidade social e cultural, investiu seus melhores esforços na criação e no trabalho intelectual em favor da língua guarani. Sofreu duras perseguições por sua oposição à tirania e agüentou um longo exílio, sem abandonar nunca seu trabalho incansável por sua língua e seu país.

Deixou uma centena de obras que compreendem numerosos poemas, recopilações e estudos sobre cultura indígena e popular, assim como traduções de grandes clássicos da literatura universal. Entre destas últimas podem se destacar dois exemplos emblemáticos: O Quixote e o Martín Fierro.

Entre as numerosas distinções que recebeu conta-se a Ordem Nacional do Mérito no grau de Gran Cruz que lhe foi outorgado pelo governo paraguaio em 2009.

Don Félix faleceu há dois meses, após uma longa doença, deixando um legado que compromete o reconhecimento profundo das autoridades e da cidadania.

BBC MUNDO: “Guaraní, el idioma de la independencia paraguaya” http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2011/05/110513_paraguay_guarani_idioma_dominante_independencia_jrg.shtml

Guarani, o idioma da independência paraguaia (traducido ao português por Raul Quintana)

Veronica Smik, BBC Mundo, Cone Sul

Diz a história que quando os revolucionários paraguaios declararam a independência desse país da Espanha, em 14 de maio de 1811, impuseram uma senha em idioma guarani para permitir o ingresso à residência onde se conspirou contra o domínio espanhol (agora conhecida como a Casa da Independência).

O uso desse idioma era tão estendido no Paraguai que a Junta Governativa que tomou o mando do poder escreveu suas primeiras resoluções tanto em castelhano quanto em guarani. Duzentos anos depois, ao comemorar o bicentenário desses acontecimentos, o idioma originário continua ocupando um lugar central na vida dos paraguaios.

Estima-se que 90% da população fala guarani, e junto com o castelhano é língua oficial (algo estabelecido pela nova Constituição de 1992). As raízes do idioma podem ser encontradas inclusive no próprio nome do país, Paraguai, uma palavra que sintetiza uma oração guarani, que pode interpretar-se como “rio que vem do mar” ou “rio dos pajaguá” (uma possível referência aos pajaguas, outro povo indígena que morava na beira do rio).

Como sobreviveu?

Como fez uma língua nativa para sobreviver tantos séculos e mesmo assim ser prevalecente? “Durante os anos de domínio espanhol foram as mulheres as que conservaram o uso do guarani, transmitindo seus valores culturais a seus filhos”, disse a BBC Mundo o historiador Luis Verón.

E é que, a diferença do que ocorreu na maioria dos países latinoamericanos, a falta de litoral marítimo do Paraguai fez que foram poucos os espanhóis que chegaram até ali, e a maioria dos que chegaram eram homens. “Muitos tiveram filhos com indígenas paraguaias, que educaram seus filhos mestiços em guarani, apesar de que nas escolas fora proibido o ensino”, assinalou, por sua parte, a historiadora e socióloga Milda Rivarola.

Foi o fato de não ter litoral marítimo o que, segundo ambos, ajudou a que no Paraguai o guarani sobrevivesse durante os seguintes séculos. “Enquanto no restante da região a imigração europeia impôs seus próprios idiomas, no Paraguai –onde não houve esta influência do exterior- a língua originária foi conservada”, explicou Verón.

Elemento de coesão

Segundo os especialistas, o guarani foi historicamente –e continua sendo- um elemento que amalgama a sociedade paraguaia. “É a língua franca do paraguaio, a língua levamos no nosso interior”, assegurou Rivarola a BBC Mundo.

“Quando dois paraguaios se encontram em qualquer parte do mundo, é comum que falem em guarani, porque é a língua que os distingue do resto”, apontou, por sua parte, Verón.

Este aspecto diferencial do idioma fez que também atingisse objetivos práticos: assim como se usou durante a gesta pela independência como um “código secreto” para manter informação oculta dos espanhóis, ao longo dos anos serviu como uma proteção contra agressões estrangeiras.

Inclusive hoje, o guarani é a língua principal que utilizam as forças armadas no Paraguai e é, também, o idioma que usam a maioria das igrejas para celebrar a missa. De acordo com Rivarola, 27% da população paraguaia somente fala esta língua.

Ambivalência

Mesmo sendo o guarani o idioma comum do paraguaio, ainda persiste no país uma ambivalência respeito a seu uso. “Por um lado há uma revalorização do guarani, que agora passou a ser uma língua oficial e há 40 anos ensina-se obrigatoriamente nas escolas”, disse Verón.

“Mas por outra parte, ainda há os que o consideram um idioma menos culto e o tratam com desdém”, acrescentou. Nesse sentido, chama a atenção que apesar de seu uso estendido, não existem no Paraguai canais de televisão, estações de rádio ou jornais de prestígio nesse idioma.

Para o historiador, esta mistura de orgulho e vergonha que suscita o guarani é um reflexo da própria personalidade do paraguaio, que oscila entre o amor por sua pátria e uma sensação de “inferioridade” com relação a seus vizinhos maiores.

ULTIMA HORA: El guaraní llega a los estudiantes de Cataluña

DIARIO LA NACIÓN: Dictan curso de conversación en lengua guaraní, en Brasil

DIARIO LA NACIÓN: “Los brasileños están muy entusiasmados con el guaraní”

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19 respostas para Guarani

  1. Joel - PT9ADI disse:

    O idioma Guarany deveria ser obrigatório aos professores ensinar! E quer queiram quer não, é a lingua mãe da maior parte do Sul da América do Sul.

    • paraguaiteete disse:

      Tem razão amigo. Mas ainda são poucas as universidades preparadas para formar professores de guarani no Brasil a não ser que contratem paraguaios para essa função, no Paraguai há mais de 18 mil professores formados…

  2. elva mabel mendonça disse:

    Primeiro os professores devem estudar e saber a língua guarani , depois ensinar com certeza nas escolas.

  3. egidio cariaga disse:

    A Elva está com a razão. Enquanto atuava como prof. estudei al língua guarani:profesorado no IDELGUAP e Licenciatura no ATENEO. agora já aposentado estou pronto para encinar a língua guarani. Estou finalizando um material linguística trilingue: guarani-português-españhol- fonética/fonologia-morfologia-sintaxe que precisa de revisor. Estou

  4. Pergunta ao Prof. Villalba: Existe especialização a nivel de Doutorado em lingua Guarani? Explico tenho mestrado em educação, hoje aposentado, gostaria de dedicar-me a esta precioosidade dos nossos ancestrais guaranis.

    • paraguaiteete disse:

      Especialização, metrado e doutorado em língua e cultura guarani, no momento somente no Ateneo de Lengua e Cultura Guarani do Paraguai. No site deles há mais informação. No gooogle encontra o site. No Brasil há relacionado a Antropologia ou linguística aplicada… como o caso da USP, UnB e UFRJ.

  5. paraguaiteete disse:

    Oi Eugenio, o email do Prof. Mario é: mariocomunica@yahoo.com.br
    Acho que é melhor vc entrar em contato direto com ele,
    Sds.

  6. paraguaiteete disse:

    Podem me enviar e-mail para solicitar mais informações. Na medida do possível responderei. Trabalho pela língua e cultura guarani na UNILA Universidade Federal da Integração Latinoamericana.

  7. Fernando Ramon Ferreira disse:

    gostei muito da musica e letra do hino nacional paraguaio achei muito requinte na elaboraçao de ambos,me sinto muito orgulhoso!

  8. Uilian Sanches Martins Benites disse:

    Prof. Villalba!
    Meu nome e Uilian Guarani, e gostei muito de tudo isso. E isso ai Guarani e nossa língua oficial e esta na hora de ser reconhecido mesmo!! Aipópeve Atima.

  9. Azenate Lopes pires dutra disse:

    Acho que é indispensável o aprendizado da língua guarani, principalmente para os admiradores desse idioma e todos aqueles que se interessam em aprender uma língua (idioma) milenar como este. Eu sou uma das interessadas…

  10. Muy interesante el artículo con sus enlaces.
    Agradeceré le den difusión a este evento: https://blogdefabio.com/2016/08/23/fundacion-yvy-maraey-seminario-sobre-lenguas-minorizadas/

  11. Shirley Aceval Pereria disse:

    Qué bueno! Soy hija de paraguayos y viví allá unos tiempos pero tengo una deuda con la patria de mis raíces y ahora creo que voy a empezar a enterarme de la historia y cultura paraguaya. Gracias por la oportunidad que nos brindan con este sitio.

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